Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2020
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi internado para passar por uma cirurgia para drenagem de abscesso no sábado (23). Durante a internação, o ministro apresentou sinais que sugerem que está com coronavírus e, por isso, ficará em monitoramento.
O ministro passa bem e respira normalmente, sem ajuda de aparelhos, informa nota assinada pelo secretário de saúde do STF. Abscessos são coleções de material purulento (pus). Segundo o site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, embora normalmente decorram de infecções bacterianas, abscessos podem, em alguns casos, serem manifestação de outras doenças cutâneas.
Na quarta-feira (20), Toffoli havia sido submetido a um teste que deu negativo para coronavírus.
A princípio, o ministro ficará de licença médica por 7 dias, podendo ser ampliada dependendo do resultado dos exames. Nesse período, o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, assume a presidência do tribunal.
Fux está no Rio de Janeiro e assumiu a presidência neste domingo (24). O ministro estará em Brasília a partir desta segunda-feira (25) para conduzir os trabalhos até o retorno de Dias Toffoli.
Bolsonaro
No último dia 22, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, liberou gravação de reunião entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus ministros. Bolsonaro, agora, se preocupa com o andamento das investigações e busca maneiras de se livrar de retaliações.
Segundo procuradores, Mello estaria apurando com avidez por novas provas para sua investigação. O presidente tem se preocupado depois do ministro pedir que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apreenda e investigue seu celular .
Uma das falas, especificamente a proferida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, estremeceu ainda mais a relação entre Executivo e Judiciário.Agora, Bolsonaro planeja aproximação com Dias Toffoli, presidente do STF, para apaziguar situação.
O presidente receia que a corte tenha fortes reações às falas de Weintraub , que afirmou na reunião que “ colocaria esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF ”. Até mesmo Bolsonaro teria feito críticas a fala do ministro, porém em ambiente privado.
A seus assessores e aliados, o presidente teria se queixado de preocupações com o possível tremor em relação à corte. Seu medo é que o Executivo sofra derrotas por parte do Judiciário, tanto na investigação da PF quanto em processos no Supremo, movidas por fala do ministro da Educação.
Com resposta, os aliados aconselharam Bolsonaro a buscar por Toffoli para conversar, além de afirmar que o Executivo está de acordo com a autonomia dos três Poderes.
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