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Política Deputado critica gastos com férias de Bolsonaro

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Neste mês de abril, Bolsonaro retomará o pagamento do auxílio em quatro parcelas mensais, que variam conforme a condição familiar do beneficiário, podendo ser de R$ 150, R$ 250 e R$ 375.

Foto: Marcos Correa/PR
Ainda segundo o Valor, a vacinação ainda não é dada como certa, mas o Planalto teria comunicado que os técnicos devem estar preparados. (Foto: Marcos Correa/PR)

As férias de fim de ano do presidente Jair Bolsonaro custaram aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões. O valor corresponde aos gastos no recesso do período de 18 de dezembro de 2020 a 5 de janeiro. O montante foi informado ao deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que solicitou em dois requerimentos informações à Secretaria-Geral da Presidência e ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

No fim do ano, Bolsonaro viajou para São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e depois retornou para Brasília, onde passou o Natal. Ainda no período de festas, viajou para o Guarujá, onde passou o Ano Novo. Nas duas viagens, o custo com a equipe de segurança foi de R$202.538,21.

O GSI informou que os gastos com transporte aéreo de Bolsonaro foram estimados, com base em tabelas do Comando da Aeronáutica, em US$ 185 mil. Estima-se que, levando em consideração o dólar comercial médio no período das viagens (R$ 5,2615), o gasto total em reais foi de R$ 973,378 mil. O cálculo leva em conta a média da Ptax (a taxa calculada pelo Banco Central) entre 18 de dezembro de 2020 e 15 de janeiro. Em valores atuais para a moeda americana, a cifra chegaria a R$ R$ 1,052 milhão, com base na PTax desta quinta-feira (1).

Em ofício de resposta ao pedido do deputado, o GSI destacou que as despesas estão dentro do Orçamento Anual previsto para a pasta e para a Aeronáutica. A Secretaria-Geral informou ter gasto R$1.196.158,40 em despesas nas viagens do presidente. Neste valor estão incluídos o custeio com hospedagem de Bolsonaro e sua equipe, alimentação e despesas aeroportuárias, além de combustível de veículos terrestres.

“Tapa na cara do brasileiro”

Os valores gastos em plena pandemia de Covid-19 foram avaliados por Elias Vaz como um “tapa na cara do brasileiro”. Em dezembro do ano passado, quando o presidente fez as viagens, o governo pagava a última parcela do auxílio emergencial no valor de R$ 300. Na época, o benefício não tinha perspectiva de ser renovado. Vaz destacou que, com o valor gasto nas férias do presidente, o governo poderia ter pago mais uma parcela do auxílio para quase 8 mil pessoas.

Neste mês de abril, Bolsonaro retomará o pagamento do auxílio em quatro parcelas mensais, que variam conforme a condição familiar do beneficiário, podendo ser de R$ 150, R$ 250 e R$ 375. O benefício só pode ser concedido após o Congresso aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que abriu caminho para a nova rodada do auxílio, a ser paga a partir do próximo dia 6.

tags: Brasil

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