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Política Bolsonaro nega ter falado em corrupção, mas volta a atacar Anvisa

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Diretor-presidente da Anvisa emitiu nota respondendo a uma declaração de Bolsonaro, que questionou suposto interesse da agência relacionado à imunização infantil contra Covid.

Foto: Reprodução
Diretor-presidente da Anvisa emitiu nota respondendo a uma declaração de Bolsonaro, que questionou suposto interesse da agência relacionado à imunização infantil contra Covid. (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (10) que não acusou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de corrupção “em nenhum momento”, mas voltou a levantar suspeitas sobre a atuação do órgão nos processos relacionados à vacinação de crianças contra a Covid-19.

O presidente deu a declaração durante entrevista à Jovem Pan, dois dias depois de o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, divulgar uma nota em que cobrou uma retratação de Bolsonaro por ataques à agência (veja mais abaixo).

“Me surpreendi com a carta dele. Carta agressiva. Não tinha motivo para aquilo. Eu falei: ‘o que está por trás do que a Anvisa vem fazendo?’. Ninguém acusou ninguém de corrupto […] O que que está por trás? Quais segundas intenções, quais outras intenções da Anvisa? Não houve da minha parte nenhuma acusação, a palavra corrupção não saiu nenhum momento. E ele [Barra Torres] resolveu fazer uma nota bastante agressiva”, disse Bolsonaro.

Na sequência, sem provas, o presidente afirmou que “tem alguma coisa acontecendo” na Anvisa.

“Eu não quero dizer aqui, acusar a Anvisa de absolutamente nada, agora que tem uma coisa acontecendo, isso não há a menor dúvida que vem acontecendo. Pode ver, pelo que estou sabendo agora, não é segredo pra ninguém, Anvisa vai deliberar sobre a CoronaVac para crianças a partir de 3 anos de idade, eu não sei o que acontecerá no final, mas Anvisa vai tomar sua posição. E, de uma forma ou de outra, vai sofrer críticas também”, disse Bolsonaro.

Nota de Barra Torres

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, emitiu uma nota neste sábado (8) em que responde uma declaração do presidente Jair Bolsonaro, que questionou suposto interesse da agência relacionado a imunização infantil contra Covid.

Barra Torres disse que, caso o presidente tenha informações que “levantem o menor indício de corrupção” contra ele, que “não perca tempo nem prevarique” e que “determine imediata investigação policial”.

Barra Torres também pediu que, caso não tenha indícios, Bolsonaro se retrate da acusação feita contra a agência.

“Agora, se o senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate. Estamos combatendo o mesmo inimigo e ainda há muita guerra pela frente”, disse Barra Torres.

A Anvisa autorizou o uso da vacina Pfizer para vacinação infantil contra a Covid-19 no dia 16 de dezembro. No entanto, as regras para a imunização de crianças foram divulgadas pelo Ministério da Saúde apenas na última quarta-feira (5) após uma consulta pública realizada pela pasta.

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