Quinta-feira, 03 de setembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Último indulto de Natal de Bolsonaro perdoa PMs do Carandiru

Compartilhe esta notícia:

O massacre no Carandiru ocorreu em outubro de 1992.

Foto: Reprodução
O massacre no Carandiru ocorreu em outubro de 1992. (Foto: Reprodução)

O último indulto de Natal do presidente Jair Bolsonaro (PL) publicado nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial da União, perdoa as penas e extingue as condenações dos policiais militares culpados na Justiça pelo caso conhecido como Massacre do Carandiru. Em 2 de outubro de 1992, 111 presos foram mortos durante invasão da Polícia Militar (PM) para conter rebelião no Pavilhão 9 da Casa de Detenção em São Paulo.

“Busca-se conceder indulto, ademais, aos agentes públicos que integram, ou integravam há época do fato, os órgãos de segurança pública de que trata o art. 144 da Constituição e que, no exercício da sua função ou em decorrência dela, tenham sido condenados, ainda que provisoriamente, por fato praticado há mais de trinta anos, contados da data de publicação deste Decreto, e não considerado hediondo no momento de sua prática”, informa trecho do decreto feito por Bolsonaro que beneficia os policiais militares culpados pelas mortes dos presos no Carandiru.”, diz o decreto.

Artigo controverso

Mas, para conceder o perdão aos 69 agentes condenados pela ação policial, que resultou na morte de 111 presos, o decreto traz a inclusão de um artigo considerado bastante controverso, que pode ser barrado pela Justiça. Segundo o texto, agentes de segurança podem ter perdoada a pena de crimes cometidos “no exercício da sua função ou em decorrência dela, que tenham sido condenados, ainda que provisoriamente, por fato praticado há mais de trinta anos e não considerado hediondo no momento de sua prática”.

Pelo quarto ano consecutivo, o presidente perdoa policiais e militares condenados. Nas edições anteriores, no entanto, o benefício era restrito àqueles que tivessem cometido crimes culposos –praticados sem a intenção– e cumprido ao menos um sexto da pena.

Culposo

Também incluíam agentes que tivessem sido condenados por crime na hipótese de excesso culposo ou seja, que cometeram excessos em caso de necessidade, legítima defesa ou cumprimento do dever legal. Mas os benefícios não eram válidos para penas impostas por crimes considerados hediondos – como o caso do massacre do Carandiru-ou equiparados, além de crimes cometidos com grave ameaça ou violência física.

Vale lembrar que homicídio só foi incluído no rol de crimes hediondos em 1994, após a repercussão do assassinato da atriz Daniella Perez. Em 1992, ano em que ocorreu as mortes no complexo penitenciário de São Paulo, extorsão mediante sequestro, latrocínio e estupro era os únicos crimes considerados hediondos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

8 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Marcelo Maraschin Brittes
23 de dezembro de 2022 18:47

Tudo farinha do mesmo saco podre\!!

Vanderlei Ochoa
23 de dezembro de 2022 19:35

Coisa e atirude de marginal…

Nilton G Veiga
23 de dezembro de 2022 23:10

O Brasil está virado numa putaria jurídica e política. Se um ladrão chefe de quadrilha vira presidente e seus comparsas nomeados ministros do Brasil são libertos da prisão então policiais no cumprimento de sua função e que mataram bandidos, também tem o mesmo direito à liberdade. Simples.

Vanderlei Ochoa
24 de dezembro de 2022 20:38

Debilóide…

Carlos Alberto Pugliese
24 de dezembro de 2022 00:13

Boa, assim a PM continua o trabalho de eliminar eleitores do desdedado

Nicolas Marconi
24 de dezembro de 2022 08:37

Mas o que esperar desse acéfalo do Bolsonaro..
Estou contando os minutos..para eu não ler mais o nome desse merda.

Fernando Krause
24 de dezembro de 2022 10:46

Este mesmo “movimento” acolhe os familiares de policiais mortos no cumprimento da sua missão ao defender o cidadão ????
Algum representante deste “movimento” aparece quando um policial é covardemente assassinado por bandidos ????

Luiz Carlos Rozzo Bidio Rossa
24 de dezembro de 2022 18:23

Augusto Arás
Recore ao STF Contra Indulto
De Bolsonaro?

Diretor da Organização Mundial da Saúde elogia nomeação de Nísia Trindade como ministra da Saúde do Brasil
Câmara dos Deputados e Senado entram em recesso parlamentar
Pode te interessar
8
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x