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Política Bolsonaro sanciona lei de punição por ofensas durante julgamento

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Proposta aumenta punição, elevando pena atual por ataques à vítimas e testemunhas de um terço até a metade

Foto: Alan Santos/PR
Teu Estado é o cacete, porra", declarou Bolsonaro. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta segunda-feira (22), um projeto de lei que aumenta a punição para quem desrespeitar ou constranger vítimas e testemunhas ao longo das etapas de um processo judicial.

A proposta, de iniciativa da deputada Lídice da Mata (PSB-BA), com apoio de mais 25 parlamentares, modifica a redação do Código Penal para ampliar a pena do crime de coação no curso do processo, que é caracterizado quando há o uso de violência ou grave ameaça com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio. A atual punição, que é de reclusão de um a quatro anos e multa, aumenta de um terço até a metade se o processo envolver crime contra a dignidade sexual.

O PL, formulado em 2020, surgiu após o caso da influenciadora digital Mariana Ferrer, alvo de ofensas e humilhações por parte do advogado do acusado durante audiência judicial, em que dizia ter sido vítima de violência sexual. A Câmara aprovou a proposta em março deste ano, e o Senado, em outubro.

A proposição legislativa ainda estabelece o dever a todos os envolvidos nos julgamentos processuais de assegurar a integridade física e psicológica das vítimas de violência sexual, assim como das testemunhas. Também estabelece responsabilização civil, penal e administrativa ante o desrespeito dos direitos da parte denunciante, conferindo ao juiz a atribuição de zelar pelo cumprimento da medida.

Além disso, dentre as ações previstas, nas fases de instrução e julgamento do processo, veda a manifestação sobre circunstâncias ou elementos alheios aos fatos objeto de apuração nos autos, bem como a utilização de linguagem, de informações ou de material que ofendam a dignidade da vítima ou de testemunhas.

“Casos como o de Mariana Ferrer certamente podem fazer com que outras vítimas se sintam desestimuladas a denunciar seus agressores por receio de não encontrarem o apoio necessário das autoridades que deveriam protegê-las”, cita a justificativa da proposta legislativa.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, a sanção da lei vai ser publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (23). Segundo a pasta, o ato presidencial “reafirma a importância quanto ao tratamento adequado às vítimas de violência sexual e às testemunhas durante a apuração da responsabilidade dos agressores, de modo que possam ter a sua dignidade preservada ao participar das audiências de instrução e julgamento”.

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Roberto Nunes
23 de novembro de 2021 10:07

Fora bostonaro!!!!!

Roberto Nunes
25 de novembro de 2021 03:15

Cala essa boca suja de merda seu crápula fdp guampudo.
Vai cuidar da Alda, vai!

Tecladista Flc
23 de novembro de 2021 15:17

Sempre tem um JUMENTO comunista e vagabundo , postando críticas ao presidente nesta coluna, são sempre os mesmos !!

Ildefonso Pavan
23 de novembro de 2021 17:30

Fica Bolsonaro , e faça calar a boca de covardes que quando tem um poderzinho nas maos se acham os valentões .

Ayresbueno Bueno
24 de novembro de 2021 12:08

Presidente … não tem outras coisas altamente urgentes a resolver ? desemprego, fome, segurança etc. etc. ???

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