Terça-feira, 17 de março de 2026

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Mundo Bolsonaro, sem citar invasão russa, diz estar “totalmente empenhado” em ajudar os brasileiros que estão em solo ucraniano

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Segundo ele, a embaixada em Kiev está "aberta e pronta a auxiliar" os cidadãos brasileiros no território ucraniano.

Foto: Reprodução/Twitter
Segundo ele, a embaixada em Kiev está "aberta e pronta a auxiliar" os cidadãos brasileiros no território ucraniano. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) quebrou o silêncio e se pronunciou sobre o ataque russo à Ucrânia, entretanto, ainda não falou sobre a invasão bélica. Em rede social, o chefe do Executivo afirmou estar “totalmente empenhado” em proteger e auxiliar os brasileiros que estão na Ucrânia. Segundo ele, a embaixada em Kiev está “aberta e pronta a auxiliar” os cidadãos brasileiros no território ucraniano.

Pela manhã, sem fazer referência aos ataques de tropas russas à Ucrânia, Bolsonaro disse, em São José do Rio Preto, que “comunismo é um fracasso, socialismo é uma desgraça.” A frase foi dita durante discurso do presidente na inauguração de obras de duplicação da rodovia Transbrasiliana.

Na semana passada, o presidente se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a quem manifestou “solidariedade” em relação à crise com a Ucrânia. Putin está à frente de um dos mais duros regimes comunistas do planeta. Bolsonaro fez a referência ao criticar os governos de esquerda da América Latina. “Comunismo é um fracasso, socialismo é uma desgraça. Nós somos a maioria, nós vamos mudar o destino do Brasil”, afirmou. No discurso, ele usava a camisa totalmente vermelha do América, time de futebol de Rio Preto.

Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, pela manhã, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Brasil não está neutro e não concorda com a invasão da Rússia na Ucrânia. “O Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com a invasão do território ucraniano”, disse Mourão.

“Se realmente essa invasão prosseguir da forma como está ocorrendo, vai haver um êxodo em massa dos ucranianos, uma nação de 40 milhões de habitantes, na direção da Europa Ocidental e vai ser um problemão aí”, disse Mourão.

Bolsonaro desautoriza Mourão

O presidente desautorizou na noite desta quinta-feira (24) o vice-presidente Mourão pelas declarações a respeito da invasão da Ucrânia pela Rússia. Em transmissão ao vivo por redes sociais ao lado do ministro das Relações Exteriores, Carlos França, Bolsonaro exibiu cópia em papel de reportagem que reproduzia declaração do vice-presidente: “Brasil não concorda com a invasão do território ucraniano”.

Sem mencionar o nome de Mourão, Bolsonaro disse que não é competência do vice falar sobre esse assunto. “Deixar bem claro: o artigo 84 diz que quem fala sobre esse assunto é o presidente. E o presidente chama-se Jair Messias Bolsonaro. E ponto final. Com todo respeito a essa pessoa que falou isso – e falou mesmo, eu vi as imagens – está falando algo que não deve. Não é de competência dela. É de competência nossa”, declarou.

O presidente disse que escuta ministros envolvidos com os temas para tomar a decisão sobre posições que Brasil adotará no âmbito diplomático. Ele deu a declaração ao lado do ministro das Relações Exteriores, Carlos França.

“Só para vocês terem uma ideia. Não é combinado, é acertado naturalmente, quando é que eu falo qualquer coisa sobre esse problema Rússia e Ucrânia? Eu falo depois de ouvir o ministro Carlos França, das Relações Exteriores, e o da Defesa, Braga Netto. E ponto final. Se for o caso, convido mais algum ministro para a gente tomar uma… para eu tomar uma decisão”, afirmou o presidente.

O presidente disse que o governo quer a paz, mas não manifestou posição sobre a invasão russa ao território ucraniano.

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