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Notícias Bolsonaro terá privilégios de ex-chefe de Estado em eventual prisão

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Generais consideram que Supremo deve conceder prisão especial em caso de condenação. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Diante da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista de 2022, generais do Exército passaram a discutir a possibilidade de que o ex-presidente, eventualmente condenado, cumpra prisão em uma unidade militar.

Bolsonaro teria direito de ficar preso em uma prisão do Exército por ser capitão reformado. A avaliação de interlocutores do comandante da Força, general Tomás Paiva, é que, nesse cenário, o ex-presidente deve ficar detido em condições menos desfavoráveis, considerando as prerrogativas de ex-chefe de Estado.

Uma das possibilidades é improvisar um espaço para prisão especial no Comando Militar do Planalto, sediado em Brasília. Generais, contudo, ressaltam que as avaliações são conjecturas ainda distantes e que o assunto só entrará em pauta se Bolsonaro for condenado.

Quatro generais avaliam que, em eventual condenação, o STF (Supremo Tribunal Federal) deveria conceder a Bolsonaro uma prisão especial.

Eles citam os casos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Michel Temer (MDB). O petista ficou 580 dias preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em um dormitório com cama, duas mesas, banheiro adaptado e televisão.

Já o emedebista ficou em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A sala foi improvisada para atender ao ex-presidente, com cama, banheiro e mesa.

O espaço destinado a ex-presidentes presos é chamado de sala de Estado-Maior —em referência ao grupo de oficiais das Forças Armadas que assessoram o comandante militar. Deve ser, portanto, um ambiente na unidade militar compatível com o local em que são exercidas as funções do Estado-Maior.

O direito é previsto no Código Penal Militar para uma série de autoridades, como ministros de Estado, parlamentares e oficiais das Forças Armadas. A legislação, porém, prevê que a prisão especial será possível “antes de condenação irrecorrível”.

Por mais que a legislação não cite ex-presidentes, a regra geralmente é aplicada a eles por serem considerados comandantes-em-chefe das Forças Armadas durante seus mandatos. A expectativa na caserna é que o benefício da prisão especial também valha para eventuais condenações definitivas de Bolsonaro.

Inviabilidade

Um motivo levantado por oficiais-generais para sinalizar que o quartel seria inviável é a possibilidade de o ex-presidente manter contato com militares, com possível incentivo à desordem.

Na visão de dois dos generais consultados, sob reserva, a melhor saída seria evitar a prisão de Bolsonaro em uma unidade militar e designar uma das sedes da Polícia Federal para a eventual detenção.

A situação de Bolsonaro é diferente da posição de oficiais-generais denunciados pela PGR, como Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Estevam Theophilo. Para eles, a eventual prisão seguirá os mesmos protocolos da detenção do general Walter Braga Netto, com separação de uma sala de Estado-Maior para os possíveis condenados.

Os militares ainda poderão perder o direito da prisão em unidade militar caso tenham cassados seus postos e patentes pelo STM (Superior Tribunal Militar). Nesse cenário, os militares são considerados indignos do oficialato e perdem os benefícios típicos da carreira.

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Jairo Vivian
23 de fevereiro de 2025 11:34

Mas que barbaridade, já estão dando veredito antes mesmo de prestar sua defesa. Isso acontece no Brasil.

Lauro Junges
23 de fevereiro de 2025 20:22

Os canalhas já condenaram ele, alguém acha que os abutres vão levar em conta os argumentos da defesa? Que nada, o maior criminoso tem mais senso de justiça que a justiça.
Antes de me esquecer, os militares são traidores do povo.

Sergio Drebes
24 de fevereiro de 2025 13:12

Me admira jornalista aceitarem passivamente essa acusação exdrúxula contra o Bolsonaro, que não cometeu crime algum. Enquanto isso, tiraram um condenado da cadeia e o transformaram em Presidente; Sergio Cabral, condenado a mais de 400 anos de prisão está livre, leve solto; todos os ladrões condenados na Lava Jato estão livres e recebendo de volta o dinheiro roubado que devolveram. O descrédito total é o caminho natural dessa imprensa militante esquerdista.

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