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Brasil Bolsonaro conversou com o técnico do Palmeiras, Felipão, e também com os jogadores antes do jogo da última rodada do Brasileirão

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"Não deixem que o verde se torne cinza", escreveu o clube nas redes sociais. Na foto, Bolsonaro posou ao lado da conselheira do Palmeiras Leila Pereira. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi a São Paulo para entregar a taça do Campeonato Brasileiro ao Palmeiras, durante o jogo festivo contra o Vitória, válido pela última rodada do torneio. Antes da partida, Bolsonaro conversou com os jogadores deca campeões e também com o técnico, Felipão.

O presidente eleito é torcedor do Palmeiras e diz que seu nome é uma homenagem do seu pai a Jair da Rosa Pinto (1921-2005), um dos craques do clube nos anos 1950. Pinto foi um dos responsáveis pela conquista da Taça Rio, em 1951, em pleno Maracanã. Além do título intercontinental, o ex-jogador venceu o Paulista (1950) e o Rio-SP (1951).

O Palmeiras conquistou o título do Brasileirão, de forma antecipada, no último domingo (25) ao derrotar o Vasco, em São Januário.

Nesta terça-feira (4), Jair Bolsonaro vai a Brasília (DF). Lá, o presidente eleito pretende anunciar os ministros do Meio Ambiente e da nova pasta, chamada de Família, Direitos Humanos e das Mulheres. Bolsonaro afirmou que Xico Graziano está cotado para assumir o Ministério do Meio Ambiente.

Ele disse também que a advogada e pastora Damares Alves “está na frente” para comandar a pasta da Família, Direitos Humanos e das Mulheres. Ela trabalha no gabinete do senador Magno Malta (PR-ES).

Meio Ambiente

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse neste domingo (2) que espera decidir o nome que ocupará o Ministério do Meio Ambiente nesta semana. Bolsonaro falou com jornalistas na entrada do avião em que embarcou para São Paulo para a partida de futebol entre Palmeiras e Vitória, no Estádio Allianz Parque.

O áudio da entrevista foi divulgado pela assessoria do presidente eleito. “[Nossa agenda] Continua. A gente espera que se resolva a questão do Ministério do Meio Ambiente. E, daí, fechou a questão”, respondeu Bolsonaro a uma repórter sobre como seria sua agenda nesta semana.

Na semana passada, Bolsonaro havia adiantado que há “meia dúzia” de nomes sendo avaliados para a pasta. Entre eles, estaria o agrônomo Xico Graziano, que foi do governo Fernando Henrique Cardoso e pertenceu aos quadros do PSDB.

“Indústria de multas” ambientais

Bolsonaro voltou a fazer críticas à aplicação de multas ambientais. Segundo ele, há no País uma “indústria de multas” no setor como “a que existe no asfalto”, referindo-se a radares de monitoramento de velocidade nas estradas.

“O governo é especialista em perseguir quem trabalha no Brasil”, disse ele, que afirmou que “o Brasil é o País que mais preserva o meio ambiente”, mas que alguns fiscais ambientais cometem abusos. “Esse pessoal vai deixar de trabalhar dessa forma”.

Bolsonaro embarcou em um voo comercial às 12h40min no Aeroporto Santos Dumont em direção a Congonhas, em São Paulo, aonde chegou às 13h40min.

Multa por pesca irregular

Em 2013, o então deputado federal Jair Bolsonaro, ainda no PP-RJ, apresentou ao Congresso Nacional um projeto de lei que contrariava seu discurso de defesa do armamento da população, desarmando todos os fiscais do Ibama e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) em ações de campo.

O projeto foi visto como retaliação: Bolsonaro foi multado em R$ 10 mil pelo Ibama em janeiro de 2012 por pesca ilegal numa estação ecológica protegida por lei. O processo administrativo resultou em uma investigação preliminar na PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília. Em outubro de 2013, o então procurador-geral, Roberto Gurgel, apresentou denúncia contra o parlamentar —o caso depois foi arquivado pelo STF.

Bolsonaro propôs impedir a posse e uso de quaisquer armas de fogo pelos servidores públicos “no exercício de ações fiscalizatórias ambientais”. Ele queria revogar o artigo de uma lei de 1967, um decreto presidencial e uma portaria do Ibama de 2009 que autorizavam armamento para os servidores.

Na prática, o projeto deixaria os fiscais totalmente expostos à violência de garimpeiros, madeireiros e caçadores de animais silvestres. Quando os fiscais chegam a uma região onde são cometidos crimes ambientais, logo se tornam focos de tensão e ameaças.

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