Domingo, 28 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Bolsonaro vai ser preso? Entenda os crimes citados na decisão Alexandre de Moraes e quais as penas

Compartilhe esta notícia:

Somando as penas impostas por cada crime e os respectivos atenuantes e agravantes, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. (Foto: Ton Molina/STF)

Ao determinar a aplicação de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, citou os crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional, previstos na legislação penal.

Somadas as penas máximas dos crimes listados, a punição pode chegar a 20 anos.

“As condutas de Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro caracterizam claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos”, afirmou o magistrado.
Entre as medidas determinadas por Moraes estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar entre 19h e 6h e aos finais de semana, além da proibição de acesso às redes sociais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) viu “concreta possibilidade” de fuga de Bolsonaro e solicitou ao STF a adoção de medidas cautelares. Apesar de considerar o risco de fuga em sua decisão, Moraes optou por determinar a adoção de tornozeleira eletrônica.

Na prática, as determinações são vistas como uma “prisão domiciliar” por investigadores da PF ouvidos pelo blog de Andréia Sadi. As medidas visam a impedir que Bolsonaro fuja do Brasil já que, no começo da semana, a PGR pediu a condenação dele no inquérito da tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

Em entrevista à imprensa, após colocar a tornozeleira, Bolsonaro negou que estivesse planejando deixar o país. Ele classificou como política a investigação que o levou a ser alvo da nova operação da PF.

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18) que recebeu com surpresa e indignação a decisão do STF que impôs medidas cautelares ao ex-presidente.

Os advogados alegam que as medidas foram baseadas em atos de terceiros e negam que Bolsonaro tenha feito declarações contra a soberania nacional. Também criticam a ausência de indícios de fuga e consideram injustificável a proibição de contato familiar com Eduardo Bolsonaro.

Coação no curso do processo

Ocorre quando a pessoa usa “violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral”. A pena é de prisão de um a quatro anos, além de multa.

Obstrução de investigação contra organização criminosa

Este crime fica configurado quando alguém impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa. A pena é de 3 a 8 anos de prisão.

Atentado à soberania nacional

Acontece quando a pessoa negocia “com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra contra o país ou invadi-lo”. ⛓️‍?A pena é de reclusão, de 3 a 8 anos.

Bolsonaro pode ser preso?

As medidas cautelares são providências tomadas no curso do processo buscam assegurar que a ação penal tramite sem interferências indevidas. São, portanto, uma alternativa a uma prisão preventiva.

No entanto, se persistirem tentativas de atrapalhar o andamento do processo, e as medidas não forem suficientes para impedir as ações ilícitas, a legislação penal ainda prevê a possibilidade de prisão preventiva.

Esta prisão pode ocorrer ainda em caso de descumprimento das medidas cautelares.

O pedido de prisão é feito pelos investigadores caso verifiquem o descumprimento das obrigações impostas. Se houver solicitação, cabe à Justiça avaliar o caso.

Ou seja, dentro do que prevê a lei, como investigado e réu nos procedimentos penais no STF, o ex-presidente Jair Bolsonaro está suscetível a uma prisão preventiva, caso haja elementos que comprovem que persiste a tentativa de obstruir o processo ou se as medidas restritivas forem desobedecidas.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Defesa de Bolsonaro afirma que não há “qualquer indício” de que ele pudesse fugir do Brasil
Governo Trump discutiu com Eduardo asilo a Bolsonaro e proteção contra a Interpol, disse aliado em transmissão ao vivo
Pode te interessar