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Política Bolsonaro volta a convocar apoiadores para saírem às ruas no 7 de Setembro

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Presidente participou de motociata com apoiadores em Recife. (Foto: Reprodução/YouTube)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a convocar seus apoiadores a saírem às ruas no dia 7 de setembro, quando se celebram os 200 anos da Independência do Brasil. Em discurso neste sábado (6), em Recife, o chefe do Executivo repetiu ataques a governadores, disse que o País tem hoje uma das gasolinas mais baratas do mundo e acenou para o eleitorado conservador.

“Temos algo tão ou mais importante que a própria vida: a nossa liberdade. E a grande demonstração disso, eu peço a vocês, que seja explicitada no próximo dia 7 de setembro. Estarei às 10h da manhã em Brasília, num grande desfile militar, e às 16h, em Copacabana, no Rio de Janeiro”, declarou Bolsonaro, a uma plateia de apoiadores.
O presidente estava acompanhado do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, candidato a senador em Pernambuco.

Nas últimas semanas, o chefe do Executivo e candidato à reeleição tem tentado mobilizar sua base para a realização de atos no 7 de setembro, a menos de um mês do primeiro turno das eleições. Bolsonaro tem dito que Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros vão participar do desfile em Copacabana, no Rio. Contudo, o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD), confirmou que a parada militar será na Avenida Presidente Vargas, no Centro, como ocorre tradicionalmente.

“Esse movimento não é político. Esse movimento não é de A, nem de B, nem de C. É um movimento do povo brasileiro, que não abre mão da sua liberdade, que defende a liberdade, a sua democracia e também de todos aqui no Brasil”, disse Bolsonaro.

Pacificadores

Enquanto o chefe do Executivo convoca para manifestações nas ruas, outras autoridades têm tentado acalmar os ânimos. Em evento da XP na última semana, em São Paulo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse esperar que os atos de 7 de setembro sejam “ordeiros, pacíficos e respeitosos às instituições”.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado de Bolsonaro, afirmou, no mesmo evento, que a celebração tem de ser uma festa “linda, cívica e tranquila”, sem ameaças.

Também nesta semana, Pacheco defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e apelou por “pacificação” e “contenção de ânimos” no País, em meio ao aumento dos ataques de Bolsonaro à Justiça Eleitoral.

No 7 de setembro do ano passado, Bolsonaro foi a manifestações antidemocráticas e chegou a afirmar que não obedeceria mais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração gerou uma crise institucional do País, apaziguada com uma carta pública de recuo divulgada por Bolsonaro e escrita pelo ex-presidente Michel Temer.

Motociata

Em Recife, Bolsonaro voltou a reafirmar os valores conservadores. Ele reiterou que é “a favor da família”, contra o aborto, a legalização das drogas e o que chama de “ideologia de gênero”. Bolsonaro participou ainda de uma motociata pelas ruas da capital pernambucana.

A primeira-dama Michelle também discursou, ao lado de Bolsonaro, na Marcha para Jesus. Sua participação em atos com o chefe do Executivo é vista pela campanha à reeleição como um trunfo para conquistar votos de mulheres religiosas. O presidente possui índices baixos de popularidade no público feminino.

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