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Política Bolsonaro volta a questionar os números do coronavírus no Brasil

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A Secom fez uma série de publicações em seu perfil oficial na rede social, reafirmando a luta contra a doença. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (15) que os números do novo coronavírus “não condizem com a realidade” brasileira. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o País chegou a 888.271 casos e 43.959 óbitos. A afirmação foi dada em entrevista à “BandNews TV”.

Bolsonaro afirmou que o governo “não tem informações que qualquer pessoa tenha falecido por falta de UTI ou de respiradores” e disse que há um problema na hora da notificação das mortes provocadas pela Covid-19, já que não menciona as comorbidades, ou seja, doenças relacionadas, que a pessoa tinha.

“Temos informações do Brasil todo de muita gente que falece de várias comorbidades e, entre elas, a Covid, e entra na estatística como Covid apenas. Isso não ajuda para que tenhamos uma numeração perfeita do que acontece, para que possamos tomar outras iniciativas”, afirmou.

Hidroxicloroquina

O presidente voltou a defender a hidroxicloroquina como tratamento para a doença, apesar de não haver consenso científico sobre a efetividade da droga no combate ao novo coronavírus.

“Desde o começo, não é que eu apostei, eu tinha as informações de fora e de dentro do Brasil, que a hidroxicloroquina estava dando certo, de forma não comprovada cientificamente, e não tinha outra alternativa. Então eu joguei, nessa questão, baseado em dados, em números e em relatos médicos de pessoas que se curaram para atenuar esse problema. Teve governador e teve prefeitos também que simplesmente proibiram a administração desse medicamento, e não apresentaram alternativa”, disse.

A FDA (Food and Drug Administration, em inglês), agência que atua como a Anvisa nos Estados Unidos, revogou a permissão de emergência para o tratamento com a cloroquina e a hidroxicloroquina contra a Covid-19.

Os responsáveis pelo órgão regulador declararam nesta segunda que “não é mais razoável acreditar que as formulações orais de hidroxicloroquina e de cloroquina possam ser eficazes”.

A agência explica que tomou a decisão com base em novas informações e em uma reavaliação dos dados disponíveis no momento da liberação de emergência para pacientes com Covid-19 no país, publicada em 28 de março.

A revogação da agência aponta alguns critérios que levaram à suspensão do uso:

– A FDA diz acreditar que as dosagens para hidroxicloroquina não têm um efeito antiviral;

– Estudos anteriores sobre a diminuição do vírus com o tratamento da hidroxicloroquina e cloroquina não foram consistentemente confirmados, e uma pesquisa recente randomizada disse que não há diferença e eficiência no uso contra o Sars CoV-2;

– Diretrizes médicas dos EUA não recomendam o tratamento com as substâncias e o NIH (Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos) não defende o uso fora de pesquisas clínicas.

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