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Ex-presidente da Câmara questiona votação remota e mudanças no texto feitas durante análise no plenário. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A despeito dos erros e acertos do deputado Rodrigo Maia (DEM, por ora) na presidência da Câmara nos últimos dois anos durante a gestão Jair Bolsonaro, uma postura certeira agradou ao mercado e segurou o país. Ele deixou na mesa mais de 60 pedidos de impeachment contra o presidente da República, mostrando neutralidade e maturidade política diante de pressões de partidos, e de movimentos sociais e institucionais.

Apelos

A troco de nada, não houve negociação, tampouco pedido ou ameaça de palacianos. Os apelos vieram de grandes empresários que sempre o alertavam que o Brasil não suportaria dois impeachments num intervalo de poucos anos.

Lava Jato

Depois de “acabar” com a Lava Jato – como afirmou no ano passado – o presidente Jair Bolsonaro deixou de fora da lista de prioridades entregue ao Congresso a PEC da prisão em segunda instância. A proposta também não tem a simpatia dos novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Voto

A lista do presidente também frustrou a ala bolsonarista por não incluir entre as prioridades a votação da PEC do Voto Impresso. A proposta, parada na Câmara há mais de um ano, é de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), apoiadora do governo.

Extremista

São momentos difíceis. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é réu em ações no STF. A da CCJ (Bia Kicis) é uma extremista de direita, cargo que exige neutralidade. A festa da vitória, com aglomeração e sem máscaras, foi na casa de um réu por fraude.

Tem mais

O Congresso blinda uma deputada acusada de assassinar marido. Tudo isso num governo negacionista para ciência, lá no fim da fila para vacinas na lista de países que imunizam contra o Covid-19. Mas a culpa é sua, eleitor.

Correios

A privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos não tem apoio da maioria dos brasileiros. É o que mostra sondagem do instituto Paraná Pesquisas: 50,3% dos entrevistados se posicionaram contra, 43,1% disseram que apoiam a privatização e outros 6,5% não souberam ou não quiseram opinar.

Mensalão

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mantém a intenção de emplacar a deputada Flávia Arruda (PL-DF) no comando da Comissão Mista de Orçamento (CMO) que será instalada nos próximos dias. A deputada é esposa do ex-governador José Roberto Arruda, preso por envolvimento no escândalo do chamado “mensalão do DEM”.

CPI

Derrotada na disputa ao comando do Senado para o candidato do Planalto, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) é uma das signatárias do requerimento que pede a abertura de CPI para apurar ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia.

CPI 2

Além de Tebet, outros três senadores do MDB apoiam a comissão: Renan Calheiros (AL), Eduardo Braga (AM) e Rose de Freitas (ES). O requerimento foi protocolado com 30 assinaturas – três a mais que o mínimo necessário para instalar a CPI.

W.O

O atual campeão pernambucano de futebol, Salgueiro Atlético Clube, está enfrentando uma crise financeira sem precedentes e pediu à Federação Pernambucana de Futebol para não disputar as duas competições mais lucrativas do Nordeste — a Copa do Brasil e a Copa do Nordeste.

Tendência

Brasília é destino tendência para 2021 e está entre os cinco primeiros da lista divulgada pelo Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado tomando como base os principais sites de pesquisa do setor. Nesse cenário, além de Brasília, Foz do Iguaçu (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Maceió (AL) aparecem no topo da base de dados analisada.

Cofre

Mais de R$ 1,3 bilhão do auxílio emergencial foram devolvidos aos cofres públicos. Isso porque cerca de 1,4 milhão de pessoas não movimentaram os recursos do benefício. Pelo Decreto nº 10.316/2020, que regulamentou o auxílio, o prazo para movimentar o dinheiro a partir do crédito na conta social digital é de 90 dias.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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