Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Brasil avalia alternativas para importação de fertilizantes fora da Rússia

Compartilhe esta notícia:

Apesar do aumento dos cancelamentos de registro, as aprovações de novos produtos agrotóxicos seguem historicamente elevadas. (Foto: Joel Vargas/Agência AL-RS)

O Ministério da Agricultura acompanha os efeitos nas importações de fertilizantes que o ataque deflagrado pela Rússia contra a Ucrânia poderá gerar no mercado brasileiro e, consequentemente, no preço dos alimentos. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina que a pasta tem monitorado a situação a todo instante e avaliado alternativas, caso as importações com a Rússia sejam inviabilizadas.

“Tem que ter muito cuidado com isso. O Brasil não importa só desse país. É um importador de fertilizantes de vários países. Temos outras alternativas para substituir, se tivermos problemas”, disse.

A ministra citou a viagem que fez ao Irã na semana passada, país que também é produtor do insumo. “Acabei de voltar do Irã, onde houve uma oferta de fertilizantes enorme para o Brasil. Nós temos alguns ajustes a fazer. Tem outros países, como o Canadá. Temos o Marrocos, outras alternativas para fazer essas substituições. Mas é claro que preocupa”, afirmou.

O Brasil adquire no exterior aproximadamente 85% do volume aplicado anualmente nas lavouras. A Rússia é uma das principais exportadoras do insumo para o Brasil e, em janeiro, respondeu por 30,1% dos adubos e fertilizantes que entraram em território nacional, segundo informações do Ministério da Economia. Durante os 12 meses do ano passado, os russos foram responsáveis por 23,3% de todo fertilizante que entrou no Brasil.

As relações comerciais do Brasil com a Rússia estão majoritariamente concentradas na compra de fertilizantes. Dos US$ 5,7 bilhões em importações brasileiras da Rússia em 2021, US$ 3,5 bilhões – ou 62% do total – estão relacionados à compra do insumo usado no agronegócio. Esse resultado do ano passado foi 97% superior ao registrado em 2020, quando o Brasil desembolsou US$ 1,75 bilhão na importação desses produtos.

Neste ano, a situação não é diferente e a tendência até agora era de alta. O Brasil gastou um total de US$ 530 milhões em janeiro com importações de produtos russos, dos quais US$ 345 milhões, o equivalente a 65% do total, tiveram como destino a compra de fertilizantes.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Mapa, declarou que as importações brasileiras de fertilizantes em janeiro “foram bastante influenciadas pelas tensões geopolíticas entre a Rússia e a Ucrânia”.

Em relação aos produtos à base de potássio, o país é responsável por cerca de 20% da produção global e origem de 28% das importações brasileiras. Já para os nitrogenados, a Rússia é o segundo maior produtor global e, no caso do Brasil, participa com 21% dos nitrogenados. Se considerado especificamente o nitrato de amônio, o país é praticamente o único fornecedor para o Brasil.

A reportagem questionou a Frente Parlamentar Agropecuária sobre o assunto, mas a bancada ruralista informou que ainda não tinha um posicionamento sobre o assunto.

A possibilidade de bloqueio nas exportações russas de adubos ou dificuldades no escoamento destes insumos é considerada em razão das ameaças de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de que irão impor sanções econômicas ao país após a invasão de território ucraniano por tropas militares russas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Liquida Porto Alegre termina neste sábado
Aumento do preço do barril do Petróleo ainda não impacta combustíveis no Brasil, diz ANP
Pode te interessar