Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de junho de 2015
Você, caro leitor, consegue imaginar uma Copa do Mundo sem a Seleção Brasileira? Difícil, não? Mas não é uma situação tão absurda. A Copa América mostrou como o Brasil está no mesmo nível (ou abaixo) dos adversários e tem problemas graves, inclusive alguns que dificilmente serão resolvidos nos próximos três anos.
Em primeiro lugar, é preciso valorizar os adversários da Seleção. Citando apenas os times que o Brasil enfrentou, foi perceptível observar como Peru, Venezuela e Paraguai evoluíram. O primeiro, especialmente, já que tem um setor ofensivo experiente e poderoso. Foi para a semifinal nas últimas duas edições da Copa América e ficou na beira da classificação para o Mundial de 2014, em 6 lugar. Não será surpresa ver o Peru na Rússia em 2018.
E também é fácil indicar qualidades nos outros times da competição: o Uruguai segue como uma equipe que sabe se defender como poucas e terá outro nível de ataque com a volta de Luis Suárez nas eliminatórias; o Equador é inconstante, mas tem alguma qualidade tanto na defesa quanto no ataque; e até a Bolívia possui jovens que podem colocar o país em um patamar mais digno.
Fortes
Há três seleções nitidamente mais fortes que o Brasil: Argentina, Colômbia e Chile. O time de Lionel Messi tem qualidade técnica incomparável, tem cada vez mais experiência e mostra boa regularidade. O Chile tem jogadores talentosos e está melhor taticamente. E a Colômbia possui atacantes de alto nível: Falcao García, Jackson Martínez, Téo Gutiérrez, Carlos Bacca e Victor Ibarbo.
Aspectos básicos
O Brasil precisa evoluir em três aspectos básicos: emocionalmente, tecnicamente e taticamente. Difícil é saber qual é o maior problema.
O zagueiro Miranda, capitão em dois jogos na Copa América, foi questionado sobre o emocional do grupo e negou o problema. Na competição, ficou claro que ele existe, já que muitos jogadores cometeram erros bobos que não costumam fazer.
Taticamente, o Brasil é muito limitado. Tem apenas uma formação, desconjuntada sem Neymar e Oscar. Tecnicamente, há pouco para fazer. A convocação de Dunga pode até ser questionável em um ou outro nome, mas nada que fará grande diferença. A solução é fazer um elenco razoável virar forte em razão da boa organização.
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