Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de abril de 2016
O Brasil teve perda líquida de 118.776 vagas formais de trabalho em março, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho. Esse é o pior dado para o mês desde o início da série histórica, em 1992. No primeiro trimestre do ano, foram encerradas 319.150 vagas. No acumulado de 12 meses, a redução foi de 1,853 milhão de postos no País.
Pesquisa da Reuters junto a analistas apontava expectativa de perda de 90 mil empregos no mês, de acordo com a mediana das expectativas. A diminuição tem como pano de fundo o cenário de profunda retração econômica, com a crise política também contribuindo para minar a confiança de empresas e famílias, afetando decisões de investimento.
Em março, houve fechamento de vagas em sete de oito setores pesquisados, em um movimento encabeçado por comércio (-41.978), indústria da transformação (-24.856), construção civil (-24.184) e serviços (-18.654). A administração pública foi a única exceção, encerrando o mês com saldo positivo, mas modesto, de 4.335 postos. Em um outro retrato da fraqueza do mercado de trabalho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que a taxa de desemprego atingiu 10,2% no trimestre encerrado em fevereiro. (Veja)
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