Domingo, 03 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de dezembro de 2015
Nada menos que 35 partidos políticos estão registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Da extrema-esquerda à extrema-direita, não faltam legendas das mais variadas tendências. E, apesar de somente PSDB e PT comandarem o País nos últimos 20 anos, uma sigla tem ditado o destino político nacional, ainda que nem sempre diretamente: PMDB.
O maior partido brasileiro representa uma espécie de ponto de equilíbrio na política nacional, condição ultimamente afetada, porém, por divergências internas, a cargo de grupos com visões completamente opostas sobre os caminhos da nação.
As forças peemedebistas incluem o vice-presidente Michel Temer e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), imersos em jogos de poder que nem sempre levam em consideração o momento delicado do Brasil.
Um país paralisado, em compasso de espera pela boa vontade de uma sigla, é preocupante. Para os envolvidos nesse conflito interno, temas como a crise econômica, o desastre ambiental de Mariana (MG) ou o avanço da microcefalia parecem não ter importância. Apesar das 35 legendas registradas, em termos práticos ocorre algo inédito para uma democracia: o regime unipartidário.
É necessário que, ao final do recesso parlamentar, deputados e senadores voltem a dedicar maior atenção às dificuldades enfrentadas pelo cidadão comum. (AD)
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