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Economia Brasil continua fora dos 10 principais destinos para investimentos

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No levantamento de 2024, o País ficou na 14ª colocação, com 3% das menções.

Foto: Reprodução
No levantamento de 2024, o País ficou na 14ª colocação, com 3% das menções. (Foto: Reprodução)

Pelo segundo ano consecutivo, a economia brasileira não foi citada pelos CEOs do mundo como um dos dez principais destinos para investimentos. O País apareceu na 13ª colocação e recebeu 4% das menções dos executivos, revelou a 28ª edição da Global CEO Survey, conduzida pela PwC.

Embora o Brasil tenha voltado a colher um resultado frustrante, houve uma ligeira melhora em relação ao desempenho do País no ano passado. No levantamento de 2024, o País ficou na 14ª colocação, com 3% das menções.

A pesquisa foi divulgada durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Ao todo, foram entrevistados cerca de 4,7 mil CEOs em mais de 100 países – e os executivos brasileiros foram o grupo com o segundo maior número de respondentes.

“Se levantar os dados de investimento direto internacional, o Brasil, provavelmente, vai, de novo, ter um recorde (em 2024). Parece uma contradição? Talvez, não. O nearshoring, a realocação das cadeias e o protecionismo que a gente vê acontecendo, em função das questões das geopolíticas, têm levado os CEOs a redistribuir mais os seus investimentos e a fazer muitas coisas no seu próprio território”, diz Marco Castro, sócio-presidente da PwC Brasil.

O nearshoring consiste na estratégia das empresas de aproximar as suas linhas de produção do mercado consumidor. O México, por exemplo, tem se beneficiado pela fronteira com os Estados Unidos.

As economias citadas pelos CEOs como as mais importantes para os negócios nos próximos 12 meses são a dos Estados Unidos (30%), do Reino Unido (14%) e a da Alemanha (12%). No quarto posto aparece a China. O gigante asiático angariou 9% das menções, bem abaixo do observado em 2024, quando ficou na segunda posição, com 21%.

Para os CEOs brasileiros, os mercados mais importantes são: Estados Unidos (36%), México (20%) e Argentina (20%).

Apesar de um cenário internacional repleto de tensões geopolíticas, os CEOs ouvidos pela PwC estão otimistas com o desempenho da economia global. De acordo com o levantamento, 58% dos executivos esperam uma aceleração do crescimento econômico mundial nos próximos 12 meses. Apenas 20% veem uma desaceleração. É um resultado bem melhor do que o da pesquisa anterior. Em 2024, 38% projetavam uma aceleração do crescimento.

“Há um otimismo maior este ano e, talvez, lá fora ele seja completamente justificável, porque a inflação está contida, a taxa de juros está reduzindo. Há oportunidades acontecendo para esse investimento”, diz Castro.

Otimismo local

No Brasil, o dado também é positivo. O estudo mostra que 73% dos executivos brasileiros acreditam numa aceleração do crescimento local. No bloco das nações do G20, o País é o terceiro mais otimista. Fica atrás apenas da Argentina (91%) e da Índia (87%). “O CEO brasileiro costuma ser mais otimista do que a média em geral”, ressalta Castro.

A pesquisa da PwC foi realizada entre novembro e dezembro de 2024, quando as empresas começam a planejar o ano seguinte. Portanto, pode não ter absorvido a piora que houve no humor com relação à economia brasileira desde que o governo apresentou o pacote de contenção de gastos e a proposta de isenção de cobrança de Imposto de Renda a quem ganha até R$ 5 mil.

Logo depois do anúncio das medidas, o dólar ultrapassou o patamar de R$ 6 e os juros dispararam – num claro sinal de desconfiança do investidor. “Os investimentos também tendem a ter um olhar de médio e longo prazo. E é inegável que o Brasil tem potencial, ainda mais nessa onda limpa de energia. Tem uma matriz que é favorável a isso. É um ano de COP ( Conferência das Nações Unidas Sobre Mudança Climática). Seguramente vai se falar disso, e o Brasil vai ganhar visibilidade mais positiva em relação a esse tema”, diz Castro. “Existem fatos concretos mostrando que o País tem uma produção sólida. É o segundo ano que a gente consegue ter uma performance do PIB superior ao potencial do País. De novo, eu acho que a gente caminha para um modelo parecido. Acho que o crescimento (econômico) de 2025 pode surpreender.”

 

(Estadão Conteúdo)

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Fernando Krause
27 de janeiro de 2025 21:45

Casualmente são exatamente os dois anos desta DESGRAÇA de DESgoverno lulopetista PERDULÁRIO, destruidor da responsabilidade fiscal e saqueador do dinheiro público!

Adalberto Meneguzzi
28 de janeiro de 2025 02:49

Jesus!
Vai te tratar débil mental!!

Vanderlei Ochoa
27 de janeiro de 2025 23:04

Brasil dando certo. Milhões de novos empregos . Renda aumentando e deixando o mercado apreensivo por gerar inflação. Super safras acontecendo. Balança comercial positiva. Programas sociais funcionando ( e a direita botando fake News contra) . Salário mínimo om aumento real todos os anos. E as kreusa só atacando o governo. Que barbaridade chê.

Fernando Krause
28 de janeiro de 2025 13:16

A Vandeca gosta de relinchar nos meus comentários. Deve ser o efeito do excesso de capim com bosta de jumento no cérebro, kkkk.

Vanderlei Ochoa
28 de janeiro de 2025 09:55

Muda o discurso kreusa. Esse papo já encheu nosso saco, kreusa Almeida..não p…

Fernando Krause
28 de janeiro de 2025 00:01

E a Vandeca relinchando e batendo os cascos de alegria pelas mentiras do seu encantador vigarista.
Fazer o quê, tem jumento que ainda é burro de nascimento.

Glaucio Dos Santos Brum
28 de janeiro de 2025 11:25

Coisa que não é de admirar, visto a insegurança econômica e jurídica que vive nosso país atualmente. Mas, para quem gosta do “quanto pior, melhor”, é só alegria!

Artur Bando
28 de janeiro de 2025 12:40

MILEI = Argentina (20%)
LADRÃO = BRASIL (4%)….

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