Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo “Brasil não aceita que o mundo resolva diferenças pela força”, diz ministro Mauro Vieira na abertura do G20

Compartilhe esta notícia:

O ministro das Relações Exteriores discursou na abertura do evento, que ocorre até quinta-feira (22) no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução
O ministro das Relações Exteriores discursou na abertura do evento, que ocorre até quinta-feira (22) no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)

O ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira abriu nesta quarta-feira (21) o encontro de chanceleres do G20, o grupo das maiores economias do mundo.

Vieira afirmou que o Brasil não não aceita um mundo em que as diferenças sejam resolvidas pela força militar e disse que a ONU está paralisada. Ele discursou na abertura do evento, que ocorre até quinta-feira (22) no Rio de Janeiro.

O ministro afirmou que há uma “paralisia do Conselho de Segurança da ONU em relação aos conflitos em curso” e que esse estado de inação “implica perda de vidas”.

Ele também criticou a cifra de US$ 2 trilhões que, conforme explanação, é gasta com orçamento militar, enquanto a os programas de ajuda estão estagnados em US$ 60 bilhões por ano, ou seja, menos de 3% dos gastos militares.

Faltam ações concretas para resolver problemas de desigualdade e mudanças climáticas, que ameaças existenciais, segundo ele.

Encontro G20

O principal tema do encontro, segundo o Itamaraty, será a reforma de organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).

Também serão debatidos o combate à fome e a transição energética. Essa será uma prévia da cúpula com participação dos chefes de estado do G20, a ser realizada em 18 e 19 de novembro, também no Rio de Janeiro.

O G20 não é uma instituição como a ONU ou a Organização Mundial do Comércio, que têm secretariado. Na prática, é um grupo de diálogo. Ao país que preside temporariamente o G20, cabe receber os representantes de outros países, organizar as reuniões e pautar as discussões.

O Brasil preside desde 1º de dezembro de 2023 o G20. O mandato vai até 30 de novembro deste ano. Como presidente temporário do grupo, o Brasil escolheu três temas prioritários para serem discutidos ao longo do ano. Os temas são os seguintes:

Combate à fome, à pobreza e às desigualdades.
Transição energética e enfrentamento às mudanças climáticas.
Reformas das instituições multilaterais.

Estão presentes os seguintes representantes:

Brasil – Mauro Vieira (Ministro das Relações Exteriores)
Índia – Vellamvelly Muraleedharan (Ministro de Estado das Relações Exteriores)
África do Sul – Naledi Pandor (Ministra das Relações Exteriores)
União Africana – Albert M. Muchanga (Comissário de Comércio e Indústria)
Argentina – Diana Mondino (Ministra das Relações Exteriores)
Austrália – Katy Gallagher (Ministra das Finanças, Ministra das Mulheres, Ministra do Serviço Público)
Canadá – Mélanie Joly (Ministra das Relações Exteriores)
China – Ma Zhaoxu (Vice-Ministro Executivo das Relações Exteriores)
União Europeia – Josep Borrell (Alto Representante da União Europeia)
França – Stéphane Séjourné (Ministro das Relações Exteriores)
Alemanha – Annalena Baerbock (Ministra das Relações Exteriores)
Indonésia – Retno Lestari Priansari Marsudi (Ministra das Relações Exteriores)
Itália – Edmondo Cirielli (Vice-Ministro das Relações Exteriores)
Japão – Yōko Kamikawa (Ministra das Relações Exteriores)
México – Alicia Bárcena (Ministra das Relações Exteriores)
Coreia do Sul – Cho Tae-yul (Ministro das Relações Exteriores)
Rússia – Sergey Lavrov (Ministro das Relações Exteriores)
Arábia Saudita – Faisal bin Farhan Al-Saud (Ministro das Relações Exteriores)
Turquia – Hakan Fidan (Ministro das Relações Exteriores)
Reino Unido – David Cameron (Secretário de Estado das Relações Exteriores)
EUA – Antony Blinken (Secretário de Estado).

O G20 é formado pelos seguintes membros:

África do Sul;
Alemanha;
Arábia Saudita;
Argentina;
Austrália;
Brasil;
Canadá;
China;
Coreia do Sul;
Estados Unidos;
França;
Índia;
Indonésia;
Itália;
Japão;
México;
Reino Unido;
Rússia;
Turquia;
União Europeia;
União Africana.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Estados Unidos emitem alerta de saúde para viagens ao Brasil por causa da dengue
Presidente do Supremo Luís Roberto Barroso afirma que a Corte não julgará descriminalização do aborto
Pode te interessar