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Brasil Brasil perde meio milhão de vagas de emprego com carteira assinada desde janeiro

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Ministro Manoel Dias já havia afirmado que números seriam negativos. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nessa sexta-feira pelo Ministério do Trabalho, de janeiro até julho houve perda de 494.386 postos de trabalho com carteira assinada no Brasil. Nos últimos 12 meses, o recuo foi de 778.731 colocações formais, na série ajustada.

Em julho, foram fechados 157.905 postos de trabalho. O número representa queda de 0,39% no total de trabalhadores formais em comparação com o resultado do mês anterior. O índice significou a menor geração de empregos para o mês desde 1992, quando se iniciou a série histórica. O total resulta da diferença entre admissões (1.397.393) e demissões de trabalhadores (1.555.298).

No mês, entre os setores de atividade econômica, apenas a agricultura teve desempenho positivo, com geração de 24.465 postos. O setor que mais registrou perdas de emprego foi a indústria de transformação, com fechamento de 64.312 vagas com carteira assinada.

Regiões

Todas as regiões demonstraram queda no total de empregos formais. O Sudeste registrou o maior número de fechamento de postos de trabalho, 79.944. Na sequência, o Sul (44.943), o Nordeste (25.164), o Centro-Oeste (5.830) e o Norte (2.024).

De acordo com o Caged, das 27 unidades da Federação, em três houve aumento no nível de emprego em julho: Pará (2.634), Maranhão (2.121) e Mato Grosso (707). O maior número de demissões ocorreu em São Paulo (38.109 postos), no Rio de Janeiro (19.457) e no Rio Grande do Sul (17.818 postos). O ministro do Trabalho, Manoel Dias, já havia adiantado que os números do Caged seriam negativos. (ABr)

tags: Brasil

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