Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 8 de julho de 2021
A Pfizer entregou ao Brasil mais 600,2 mil doses da vacina contra a covid-19. O 21º lote do imunizante enviado ao País pela farmacêutica chegou pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).
Com a nova remessa, o Brasil recebeu 16,1 milhões das 200 milhões de doses do imunizante contratadas pelo governo federal. A companhia diz que vai cumprir o cronograma de entrega total até o final de 2021.
A remessa desta semana, de 600,2 mil doses, é menor do que as entregues pela farmacêutica recentemente, quando foram enviadas, nas últimas quatro semanas, 2,4 milhões de vacinas em cada uma, sempre divididas em três voos. A assessoria da Pfizer afirmou que os maiores envios do mês serão realizados “na última quinzena”.
No dia 20 de junho, a Pfizer enviou ao Brasil a primeira remessa de doses da vacina por meio do consórcio global Covax Facility. A entrega foi de 842 mil imunizantes.
Entregas
A Pfizer utilizou o aeroporto de Viracopos para todas as entregas ao Brasil até agora. A primeira remessa teve 1 milhão de doses e foi recebida pelo país em 29 de abril, em cerimônia que contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
A logística de entrega das doses ao governo federal conta com segurança da Polícia Federal. Equipes acompanham o desembarque em Viracopos e escoltam o transporte rodoviário das doses até o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).
Armazenamento
No fim de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou novas condições de conservação e armazenamento para a vacina da Pfizer, que agora pode ser mantida em temperatura controlada entre 2ºC e 8ºC por até 31 dias. A orientação anterior era de cinco dias.
Antes da liberação dos frascos para a vacinação, as doses da Pfizer precisavam ser armazenadas em caixas com temperaturas entre -25°C e -15°C por, no máximo, 14 dias. Tais condições não permitiam que a vacina fosse enviada para municípios distantes mais que duas horas e meia da capital do Estado.
Terceira dose
Os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram em conjunto nesta quinta-feira (8) que pedirão autorização para uma terceira dose de sua vacina contra a covid-19.
“As empresas esperam publicar dados mais definitivos logo, assim como em uma revista revisada por pares, e planejam enviar os dados à FDA (agência de Alimentos e Drogas americana), à EMA (Agência Europeia de Medicamentos) e a outras autoridades reguladoras nas próximas semanas”, informaram em nota.
O anúncio vem depois que dados de um teste em andamento mostraram que uma terceira dose aumenta os níveis de anticorpos de cinco a dez vezes mais contra a cepa original do coronavírus e a variante Beta, encontrada pela primeira vez na África do Sul, em comparação com as duas primeiras doses, de acordo com o texto.
As duas empresas acreditam que uma terceira dose atuará de forma semelhante contra a variante Delta, altamente contagiosa, que está se tornando dominante a nível global.
Como precaução, as empresas também estão desenvolvendo uma vacina específica para a Delta, e as primeiras amostras estão sendo fabricadas nas instalações da BioNTech em Mainz, na Alemanha
Ambos os laboratórios estimam que os testes clínicos comecem em agosto, sujeitos à aprovação regulatória.
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