Segunda-feira, 10 de Maio de 2021

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Brasil Brasil recebe mais 629 mil doses da vacina da Pfizer nesta quarta

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As primeiras doses da vacina da Pfizer chegaram ao Brasil na última semana. (Foto: Reprodução/TV)

Chegam ao Brasil, na quarta-feira (5), mais 629 mil doses da vacina da Pfizer. O destino será o mesmo da semana passada, o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Essa nova remessa, vinda dos EUA, faz parte do calendário do mês de maio que fechará com 2,5 milhões de doses da Pfizer. A informação foi confirmada pelo secretário-executivo Rodrigo Cruz.

O primeiro lote de um milhão de doses, que chegou ao Brasil na semana passada, veio da Bélgica. De acordo com Cruz, toda quarta-feira chegará um novo lote até completar os 2,5 milhões de maio. Ainda no primeiro semestre, serão 15,5 milhões. E, no segundo semestre, por enquanto, serão mais 85,5 milhões.

A logística será a mesma. Assim que chegar, as doses seguem para o Centro de Distribuição do Ministério da Saúde (MS), em Guarulhos (SP), e serão distribuídas às capitais dos Estados em até 48 horas. Esse transporte é feito entre -15°C e -25°C. Nas salas de vacinação, a vacina fica entre 2°C e 8°C. Apenas as capitais terão o reforço na imunização com a Pfizer por causa do armazenamento de baixa temperatura. O MS está garantindo ultracongeladores para que as cidades menores também tenham acesso. Os primeiros devem chegar ao País em junho.

Intervalo entre aplicações

O MS decidiu recomendar aos gestores de saúde nos Estados e municípios que façam um intervalo de 12 semanas entre a primeira e a segunda doses da vacina contra covid-19 da Pfizer, que começou a ser distribuída pelo País na segunda-feira (3), como forma de ampliar o alcance da vacinação.

O intervalo é superior ao período de 21 dias recomendado pela Pfizer na bula do imunizante, com base nos testes de segurança e eficácia da vacina.

Em informe técnico, o ministério citou dados de uma entidade que assessora a imunização no Reino Unido que orientou a ampliação do intervalo entre as doses para 12 semanas. Segundo o documento, essa recomendação levou em consideração a possibilidade se imunizar um maior público com a primeira dose, o que “traria maiores benefícios do ponto de vista de saúde pública, considerando a necessidade de uma resposta rápida frente a pandemia de covid-19”.

O documento, encaminhado aos gestores, destacou que a oferta de 1 milhão de doses dessa vacina vai reforçar e acelerar a campanha nacional de vacinação contra covid e que ela vai seguir o “fluxo adotado até o momento para as demais vacinas, priorizando a oferta ao grupo prioritário”.

Segundo a análise técnica, o conjunto de dados apresentados até o momento reforça que a ampliação da oferta da primeira dose da vacina para a população “poderá trazer ganhos significativos do ponto de vista de saúde pública, reduzindo tanto a ocorrência de casos e óbitos pela covid-19 nos indivíduos vacinados, mas também a transmissibilidade da doença na população”.

O ministério afirmou que os dados epidemiológicos e de efetividade da vacina serão monitorados e que a recomendação poderá ser revista caso necessário. A pasta acrescentou que em cenários de maior disponibilidade do imunobiológico, o intervalo recomendado em bula poderá ser utilizado.

Em nota, a Pfizer Brasil informou que as indicações sobre regimes de dosagem ficam a critério das autoridades de saúde e podem incluir recomendações seguindo os princípios locais de saúde pública, mas citou o período recomendado pela bula.

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