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Economia Brasil registra déficit de 51 bilhões de dólares nas contas externas em 12 meses, ou 2,5% do PIB

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No mesmo mês do ano passado, esse dado havia sido de US$ 48,8 bilhões ou 2,71% do PIB. (Foto: Reprodução)

As transações correntes do Brasil – que medem a entrada e a saída de dólares do país – acumularam déficit de US$ 51,1 bilhões ou 2,52% do PIB, nos últimos 12 meses até julho. No mesmo mês do ano passado, esse dado havia sido de US$ 48,8 bilhões ou 2,71% do PIB (Produto Interno Bruto).

Por outro lado, o Investimento Direto no País (IDP) totalizou US$ 71,7 bilhões ou 3,54% do PIB), também em 12 meses encerrados no mês de julho. Em julho de 2022, o acumulado havia sido de US$61,0 bilhões (3,38% do PIB).

As transações correntes consideram três dados:

– A balança comercial de produtos entre o Brasil e outros países, isto é, as exportações e importações;

– A balança de serviços das contas externas. É considerado, sobretudo, as compras de brasileiros no exterior, incluindo gastos com importações de serviços financeiros, fretes e aluguel de equipamentos e até gastos de turismo;

– A renda primária é o terceiro dado e trata das remessas de dinheiro e pagamentos (lucros, juros e dividendos) que as empresas multinacionais, com filial no Brasil, enviam para o exterior. Nesse cálculo, também estão as remessas que empresas brasileiras recebem do exterior.

No mês de julho, apenas, as contas externas foram deficitárias em US$3,6 bilhões, ante déficit de US$5,3 bilhões em julho de 2022.

Investimento direto

Os investimentos diretos no país (IDP), que o Banco Central não considera nas transações correntes, somaram ingressos líquidos de US$4,2 bilhões em julho de 2023, redução em relação aos US$7,2 bilhões de julho de 2022.

Houve uma queda de 31,68% na comparação de janeiro a julho deste ano com o mesmo período do ano de 2022. Foram US$ 33,60 bilhões este ano e US$ 49,19 bilhões no ano passado.

Balança comercial e serviços

As exportações de bens totalizaram US$ 29,181 bilhões em julho, redução de 3,3% em relação a igual mês de 2022. As importações somaram US$ 21,948 bilhões, queda de 15,7% na comparação com julho do ano passado.

A queda no valor das exportações foi influenciada pela redução dos preços internacionais, enquanto as importações se reduziram em razão do volume importado que foi menor, principalmente na área de fertilizantes. Esses produtos são especialmente afetados pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Com esses resultados, a balança comercial fechou com o superávit recorde de US$ 7,233 bilhões no mês passado, ante saldo positivo de US$ 4,130 bilhões em julho de 2022.

O déficit na conta de serviços – viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos e seguros, entre outros – somou US$ 3,174 bilhões em julho, praticamente estável diante dos US$ 3,2 bilhões em igual mês de 2022. Houve redução no déficit em transporte e aumento em viagens e aluguel de equipamentos.

O déficit na rubrica de transportes passou US$ 1,710 bilhão em julho de 2022 para US$ 941 milhões no mês passado, recuo de 45%. De acordo com o chefe do Departamento de Estatística do BC, Fernando Rocha, a melhora foi influenciada por menores gastos em fretes, que teve redução devido à queda nos preços internacionais, além de redução no volume de exportações e importações.

No caso das viagens internacionais, há trajetória de recuperação, mas o crescimento do déficit segue em patamares inferiores do período antes da pandemia de covid-19. Seguindo a tendência dos meses recentes, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil cresceram 45,8% na comparação interanual e chegaram a US$ 567 milhões em julho, contra US$ 389 milhões no mesmo mês de 2022.

As despesas de brasileiros no exterior passaram de US$ 1,049 bilhão em julho do ano passado para em US$ 1,384 bilhão no mesmo mês de 2023, aumento de 31,9%. Com isso, a conta de viagens fechou o mês com aumento de 23,7% no déficit, chegando a US$ 817 milhões, ante déficit de US$ 661 milhões em julho de 2022.

Já em aluguel de equipamentos, as despesas líquidas somaram US$ 1,033 bilhão, aumento de 53,1% em comparação a julho de 2022, que ficou em US$ 675 milhões. De acordo com Rocha, não há tendência, mas um efeito localizado em no mês passado. As informações são do jornal O Globo e da Agência Brasil.

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