Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 26 de novembro de 2025
Segundo os dados, 1,34% dos servidores avaliados receberam remunerações que ultrapassam o teto estabelecido pela Constituição.
Foto: FreepikO Brasil concentra o maior número de servidores públicos com remuneração acima do teto constitucional entre dez países analisados, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, França e Itália. Ao todo, 53 mil funcionários recebem valores superiores ao limite permitido — contingente que coloca o país na liderança global quando se considera o gasto anual com supersalários. A despesa acumulada em doze meses chegou a R$ 20 bilhões.
O levantamento foi conduzido pelas organizações Movimento Pessoas à Frente e República.org, que analisaram cerca de 50 milhões de contracheques de quatro milhões de servidores ativos e aposentados do Executivo, do Judiciário, do Ministério Público, do Congresso Nacional e dos governos estaduais de São Paulo e Minas Gerais. Segundo os dados, 1,34% dos servidores avaliados receberam remunerações que ultrapassam o teto estabelecido pela Constituição, hoje fixado no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 46 mil mensais.
Na prática, porém, o limite é superado graças a gratificações sem restrições, indenizações acumuladas, auxílios diversos e pagamentos retroativos. Esses penduricalhos ampliam significativamente o rendimento final de algumas carreiras, especialmente no Judiciário. A magistratura lidera o ranking nacional: 21 mil juízes e desembargadores recebem acima do teto. No Executivo federal, são 12 mil servidores. No Ministério Público, 10 mil.
O estudo também comparou os vencimentos brasileiros com os de autoridades de outros países. Um juiz no Brasil chega a ganhar seis vezes mais do que um magistrado do topo da carreira em Portugal, quatro vezes mais do que integrantes das cortes constitucionais da Alemanha, França, Argentina e Estados Unidos, e três vezes mais do que os salários máximos pagos no Chile e na Colômbia. O valor supera ainda mais que o dobro do que recebem presidentes de tribunais superiores no Reino Unido, Itália e México.
Entre agosto de 2024 e julho de 2025, os pagamentos acima do teto somaram R$ 20 bilhões. Para o pesquisador responsável pelo estudo, Sergio Reis Guedes, a prática amplia o desequilíbrio fiscal em um momento em que o governo tenta reduzir despesas. “É um dinheiro que faz falta. Enquanto se discute a necessidade de R$ 12 bilhões para fechar o orçamento da educação, há R$ 20 bilhões sendo destinados a quem já ganha muito bem. O debate sobre supersalários tem papel central na busca por equilíbrio fiscal”, disse.
A diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente, Jessika Moreira, afirma que o impacto orçamentário afeta diretamente áreas essenciais. “Estamos falando de 1% do total de servidores públicos. O gasto poderia ser destinado à construção de escolas, à ampliação de serviços de saúde e a políticas públicas mais amplas. Em vez disso, concentra-se em uma camada privilegiada do funcionalismo”, afirmou.
O estudo também comparou a situação com outros países, ajustando os valores pela paridade do poder de compra. Nesse cálculo, o Brasil gastou o equivalente a US$ 8 bilhões com supersalários em um ano, muito acima do segundo colocado, a Argentina, com US$ 381 milhões. Na sequência aparecem Estados Unidos, México, Reino Unido, Chile, França, Itália, Colômbia e Portugal. Na Alemanha, segundo o levantamento, não há despesas do tipo.
O tema voltou ao centro das discussões no Congresso com a proposta de reforma administrativa. O deputado Pedro Paulo (PSD), autor do texto, afirma que o objetivo é justamente cortar penduricalhos e adequar remunerações ao teto. “Negociamos ajustes para construir um texto com apoio político suficiente para ser aprovado ainda este ano. A maior parte dos servidores tem salários modestos em comparação com a elite que recebe supersalários”, disse.
O Conselho Nacional de Justiça declarou que o Judiciário é independente e que cada tribunal administra seu próprio orçamento e define suas políticas de remuneração. Afirmou ainda que analisa eventuais irregularidades e mantém um observatório para monitorar governança e transparência. Já o Ministério da Gestão informou que os valores acima do teto decorrem de parcelas indenizatórias previstas em lei, mas reconheceu a necessidade de enfrentar privilégios, ressaltando que eventuais mudanças dependem de diálogo e consenso político.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Ganham porque canalhas de esquerda se protegem.
Entre o que ganham acima do teto , está um sujeito chamado JAIR BOLSONARO que tem três gordas aposentadorias, como capitão expulso do exército, como deputado do baixo clero e como presidente golpista. Pois é…pois é…pois é. Além do mais, toda a família na poligozando de alto-astral mordomias e altos salários. Pois é…pois é…pois é.
Olha o jumento Vandeco falando asneira … Bolsonaro não tem aposentadoria de ex´presidente, não existe isso pra presidente da República … agora aposentadoria vitalícia de ex-governador o Tarso Genro e Olívio Ditra recebem R$ 45 mil por mes, isso é que se chama de socialista-caviar
Esse é o Brasil, que há anos não possui um governo realmente preocupado com a nação e, se depender de muito otário, irá para mais um mandato em que nada irá melhorar, senão a distribuição de esmolas em troca de votos. Estamos indo de mal a pior e ainda há quem acredite o contrário e fique zurrando “estadista”.
No serviço público, teto é só da edificação das repartições… No salário e nos penduricalhos isso não existe…
89% são companheiros dos partidos esquerdopatas..