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Saúde Brasil tem 575 mil médicos em atividade, vê o número de médicas aumentar e a desigualdade persistir entre as regiões

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Pelo acordo, a reestruturação remuneratória se dará em duas etapas – em janeiro de 2025 e em abril de 2026. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Brasil tem 575.930 médicos ativos, uma proporção de 2,81 por mil habitantes, a maior já registrada no país, de acordo com levantamento divulgado nessa segunda-feira (8) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os dados integram a pesquisa batizada de “Demografia Médica” e consideram dados verificados até janeiro de 2024. Veja destaques e análises do levantamento:

– Quantidade de médicos mais que quadruplicou desde o início da década de 1990, quando o total era de 131.278;

– Crescimento foi impulsionado pela expansão do ensino médico e a crescente demanda por serviços de saúde;

– Há disparidade na concentração entre as capitais e cidades do interior: 52,4% estão nas 27 capitais, enquanto os demais 47,6% atuam nas mais de 5 mil cidades do interior;

– Do total atual de profissionais ativos, 263 mil (46%) são médicos generalistas e outros 312 mil (54%) são especialistas;

– Entre os médicos homens, a idade média é de 47,4 anos; para as médicas, a média é de 42 anos;

– Entre os médicos com 39 anos ou menos, as mulheres já são maioria, somando 58% em comparação a 42% dos homens;

– Com o indicador de 2,81 por mil habitantes, o Brasil supera EUA, Japão, Coréia do Sul, México.

Para o presidente do CFM, José Hiran Gallo, o atual cenário aponta tendências que devem ser avaliadas com atenção.

“Mantendo-se o mesmo ritmo de crescimento da população e de escolas médicas, dentro de cinco anos, em 2028, o País contará com 3,63 médicos por mil habitantes, índice que supera a densidade médica registrada, por exemplo, na média dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE)”, afirma Gallo.

A média dos países da OCDE era de 3,7 médicos por mil habitantes, segundo o levantamento mais recente disponível, com dados de 2021. Se os dados da OCDE forem considerados para elaborar um ranking da densidade médica, o Brasil avançou da 43ª posição (em 2021) para a 35ª com os dados atuais.

Para Gallo, o crescimento é influenciado pelas novas políticas de educação médica implementadas, especialmente nas últimas duas décadas.

“O aumento no número de faculdades de medicina e a expansão das vagas nos cursos existentes contribuíram significativamente para o aumento do contingente de médicos disponíveis no mercado. Contudo, este cenário também suscitou questionamentos sobre a qualidade da formação médica oferecida”, afirma Gallo.

Apesar do aumento do total contingente de médicos, um dos maiores do mundo, o CFM aponta que ainda há um cenário de desigualdade na distribuição.

“Há forte desigualdade na distribuição dos médicos pelo território. A maioria dos profissionais têm optado por se instalar nos estados do Sul e do Sudeste e nas capitais devido às condições de trabalho. Aqueles que moram no Norte, no Nordeste e nos municípios mais pobres do interior se ressentem da falta de investimentos em saúde, dos vínculos precários de emprego e da ausência de perspectivas”, analisa o presidente do CFM.

Para efeito de comparação, o número de médicos na Região Norte do Brasil só supera o índice de países como Índia, África do Sul e Indonésia, segundo dados da OCDE de 2021. Enquanto isso, o número no Sudeste equivale ao patamar encontrado na Europa, em nações como Reino Unido, França e Israel.

Segundo o levantamento Demografia Médica CFM – Dados oficiais sobre o perfil dos médicos brasileiros em 2024, o número de médicas no Brasil vem aumentando. Em 2023, os homens eram 50,08% do total, enquanto as mulheres compunham 49,92%. A estimativa é que, ainda em 2024, o número de médicas ultrapasse o de médicos. Atualmente, entre os profissionais com 39 anos ou menos, as mulheres já são a maioria, representando 58% em comparação a 42% dos homens. As informações são do portal de notícias G1.

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