Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 20 de novembro de 2015
A desocupação no Brasil aumentou, e os salários dos trabalhadores empregados sofreram redução mais uma vez. De setembro a outubro, a taxa de desemprego passou de 7,6% para 7,9%, o índice mais elevado para o mês desde 2007, quando a ociosidade chegou a 8,7%.
A população desempregada somou 1,9 milhão de pessoas e mostrou um aumento de 67,5% em relação a outubro de 2014, quando o percentual foi de 4,7%.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa foi a maior variação da população desocupada na série histórica da pesquisa, em 2002. Quanto a setembro, o número de ociosos ficou praticamente igual.
A técnica de Rendimento e Trabalho do IBGE, Adriana Beringuy, ressaltou que na comparação com setembro, o principal crescimento do desemprego ocorreu no grupo de 18 a 24 anos. No caso dos jovens, o aumento foi maior que a população de 25 a 49 anos. “A qualificação profissional vem sendo exigente. Seja porque perdeu o trabalho ou porque procurou e não conseguiu. A taxa é mais alta”, completou.
Consequentemente, a população ocupada diminuiu e chegou a 22,5 milhões. Frente a setembro, o recuo foi de 1%, e contra outubro de 2014, de 3,5%. A população não economicamente ativa cresceu 1,4% na comparação mensal e 3% na anual.
Na análise das áreas que empregam os brasileiros, a população colocada ficou estável em quase todas, menos naindústria, onde a queda sentida foi de 3,9%. Os resultados são diferentes diante de outubro de 2014: na indústria, a baixa foi de 8,7%, na construção, de 5,2%; e nos serviços prestados às empresas, de 3,7%. (AG)
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