Quarta-feira, 22 de julho de 2026

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Brasil Brasil vence eleições para presidência do BID e ocupará cargo pela primeira vez

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Nascido em março de 1966, em Haifa (Israel), Ilan Goldfajn, é diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Nascido em março de 1966, em Haifa (Israel), Ilan Goldfajn, é diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O economista brasileiro Ilan Goldfajn foi eleito presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). É a primeira vez que o Brasil vai presidir a instituição, que financia grandes projetos de infraestrutura na América Latina.

Goldfajn foi eleito na primeira rodada de votação com 80% de apoio. Ex-presidente do Banco Central no governo Michel Temer, o economista foi indicado para a vaga pelo governo Jair Bolsonaro.

Na sexta-feira, o ex-ministro Celso Amorim, da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o novo governo “nem apoiava, nem vetava” o nome de Goldfajn. A sinalização foi vista em Washington como um apoio velado.

Na semana passada, o ex-ministro Guido Mantega chegou a mandar um e-mail para a ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, pedindo para adiar a eleição para a presidência do BID. O pedido provocou mal-estar e reação dentro da frente ampla que apoia Lula. Mantega deixou à equipe de transição.

Goldfajn é visto como um nome técnico sem ligação com o bolsonarismo. Guedes, inclusive, superou divergências pessoais para indicá-lo.

Currículo

Nascido em março de 1966, em Haifa (Israel), Ilan Goldfajn, é diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional. Possui doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), mestrado pela PUC-RJ e graduação pela UFRJ.

Foi presidente do Banco Central do Brasil entre 2016 e 2019 e diretor de Política Econômica da autoridade monetária entre 2000 e 2003. Teve, ainda, uma longa trajetória na iniciativa privada, passando pelo Credit Suisse Brasil, Itaú Unibanco, Ciano Investimentos e Gávea Investimentos.

Foi professor de universidades no Brasil e nos Estados Unidos, sendo também editor e autor de inúmeros livros e artigos.

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1 Comentário
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Fernando Krause
20 de novembro de 2022 18:41

Tchau “cumpanhero” Mantega… “Perdeu”!

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