Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de julho de 2021
Brasileiras que estão morando nos Estados Unidos, onde o uso de máscara de proteção facial não é mais obrigatório para pessoas que já estão vacinadas contra o coronavírus, relataram ao portal de notícias G1 o alívio por não precisarem mais utilizar o equipamento. De acordo com elas, também há um sentimento de preocupação com amigos e familiares que moram no Brasil e ainda não foram vacinados.
A analista de projetos Noely dos Santos Moreira, de 27 anos, morava em Santos, no litoral paulista. Ela viajou aos Estados Unidos para um intercâmbio, mas conheceu o marido, se casou e permaneceu no país. Noely mora em Kansas City, no estado do Kansas, desde junho de 2020, quando a pandemia do novo coronavírus já havia chegado à região.
Conforme relata, no início do estado de calamidade, a preocupação dos moradores locais era semelhante à dos brasileiros. “Eu lembro que foi tudo de uma vez, todo mundo foi mandado para trabalhar de casa, já começaram as regras do uso de máscara, e foi quando tudo ficou bem sério mesmo”, conta.
“Mas, a maior mudança foi quando teve a troca de presidentes. Eu nem voto aqui, mas todo mundo viu que foi uma grande mudança. Eu imaginei que iria demorar muito para a gente ser vacinado, e eu já tomei as duas doses [da vacina] em abril”, continua.
Em maio deste ano, após ser vacinada, ela retornou ao Brasil para visitar a família, e ficou ainda mais preocupada com a situação do país natal. Segundo a brasileira, ela se sentia angustiada o tempo inteiro com o fato de já estar segura e imunizada, mas vendo que seus amigos e parentes ainda não estão.
“Me deixa muito preocupada o fato de que alguém da minha família possa pegar essa doença e aconteça alguma coisa. Minha vontade era poder levar a vacina comigo na mala e aplicar neles. Eu sinto como uma injustiça eu estar em uma situação de me sentir protegida, mas as pessoas que eu amo não sentirem essa mesma sensação. É muito doloroso, porque aqui [EUA] é uma coisa simples”, desabafa.
Porém, apesar da preocupação, o alívio também é um sentimento caloroso no coração da analista. De acordo com Noely, a sensação de andar sem máscara é estranha, como se estivesse faltando algo. “É esquisito. Mas, ao mesmo tempo, passa uma segurança muito grande, e dá uma felicidade, porque vem a sensação de que está tudo voltando ao que era antes, sensação de que vai ficar tudo bem”, esclarece.
A brasileira Allanys da Cruz Godke, de 23 anos, trabalha como au pair (mulheres que viajam a um país diferente para cuidar dos filhos pequenos de outras famílias) em San Carlos, na Califórnia. Ela foi vacinada em fevereiro deste ano, por trabalhar com crianças, e assiste à situação do país natal de longe desde o início da pandemia.
Allanys relata que, antes da vacinação em massa nos EUA, se esforçava para seguir todos os protocolos sanitários, pois estava muito preocupada com o vírus. “A maioria das pessoas do meu convívio estava seguindo os protocolos, tenho certeza que isso salvou a vida de muita gente. Ao mesmo tempo, era uma preocupação muito grande, pois o vírus ainda estava afetando muitas pessoas”, conta.
A au pair, que morava em São Vicente, no litoral de São Paulo, explica que, logo após a troca de presidentes, a vacinação ganhou força em todo o país, e ocorreu de maneira fácil e ágil, diferente do que ela vê no Brasil.
“É muito triste ver a situação em que o Brasil se encontra, me assusta bastante, pois a qualquer momento você pode receber uma notícia que algum amigo ou parente está com covid-19, e isso me traz um medo enorme. Mas, continuo torcendo para dias melhores”, esclarece.
Conforme relata Allanys, muitas pessoas continuam se cuidando no país norte-americano, e algumas permanecem usando a máscara de proteção facial. Ela, no entanto, se sente muito bem sem o equipamento, e acredita que os EUA estão bem próximos do fim da pandemia.
A brasileira conta que a sensação de sair sem máscara é de alívio, como se as coisas estivessem sendo normalizadas, e comemora essa evolução. “É ótimo saber que a vida está voltando como antes”, conclui. As informações são do portal de notícias G1.
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É claro que nos Estados Unidos tudo funciona melhor. Não só no caso das vacinas. Mas lá a justiça também funciona melhor do o que aqui. Os bandidos dificilmente ficam soltos e a renda da população é bem maior