Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 26 de março de 2018
As autoridades italianas prenderam um brasileiro suspeito de ter assediado sexualmente duas adolescentes nas cidades de Monza e Casatenovo, na região Norte da Itália, informou a imprensa local nessa segunda-feira.
Raul Rodriguez da Silva, 35 anos, morava em Berbenno di Valtellina, no Norte da península, mas foi detido na última sexta-feira na cidade de Bolonha. De acordo com a investigação, que está sendo coordenada pelo Ministério Público de Monza, o brasileiro teria atacado as duas meninas no dia 19 de março.
Na primeira tentativa de assédio, Silva atacou uma menina de 13 anos enquanto ela voltava para casa. Na ocasião, a jovem conseguiu escapar do brasileiro após ter mordido a mão do agressor. No mesmo dia, Silva atacou outra menina que voltava da escola.
Na oportunidade, o brasileiro agarrou a adolescente e tentou arrastá-la para um lugar distante, no entanto, a jovem conseguiu fugir ao ter gritado e se contorcido para fugir das mãos do suspeito. Acompanhadas pelos pais, as duas jovens apresentaram uma queixa contra o brasileiro, que havia fugido de Berbenno di Valtellina para Bolonha. Mas a fuga durou pouco, já que a polícia conseguiu prender o brasileiro.
As investigações contra Raul deverão continuar, porque os investigadores desconfiam que Silva pode estar envolvido em outros casos de abuso sexual registrados nas últimas semanas entre as cidades
de Brianza e Sondrio.
Rússia
Em torno de 20 veículos da imprensa russa decidiram reduzir a cobertura da Duma Federal, o parlamento do país, um dia após a Comissão de Ética ter absolvido o deputado Leonid E. Slutsky, acusado de assediar sexualmente jornalistas. O boicote se dará de formas diferentes, seja com as empresas retirando seus profissionais da Duma ou abrindo mão de qualquer contato com o deputado e os membros da comissão.
Ao todo, três jornalistas acusaram Slutsky, que é membro do ultranacionalista Partido Liberal Democrata da Rússia e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Duma, de assediá-las enquanto tentavam marcar entrevistas. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, existiriam gravações provando a versão das jornalistas.
O presidente da Comissão de Ética, Otari I. Arshba, insinuou que as jornalistas teriam armado a situação, dado que uma delas esperou anos para ir a público contar o incidente.
Apenas um membro do parlamento ficou do lado das jornalistas, a deputada Oksana V. Pushkina. De acordo com o The New York Times, ela propôs uma lei para lidar com assédio, já que atualmente não há nenhuma legislação na Rússia sobre o assunto.
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