Sábado, 19 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de julho de 2015
Médicos e engenheiros deveriam passar por uma prova de conhecimentos para terem o direito de exercer a profissão, segundo avaliação de 94% dos brasileiros. O dado consta em uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha e encomendada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
O levantamento apontou que 89% das 2.125 pessoas ouvidas em 135 municípios de todas as regiões do País apoiam o exame que é pré-requisito para exercer a advocacia. A defesa dessa exigência para outros tipos de profissões reacende um debate controverso até mesmo entre as categorias.
A adoção de uma prova para habilitar os recém-formados é defendida há 12 anos pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Faz uma década que a entidade aplica um teste aos egressos das faculdades paulistas. O exame, antes optativo, tornou-se obrigatório apenas há três anos, mas não com o poder de aprovar ou reprovar o candidato. O objetivo é avaliar o nível dos graduados. Em média, 55% não seriam aprovados, destaca o presidente da entidade, Bráulio Luna Filho. “É um percentual muito preocupante. São recém-formados que não sabem abordar um indivíduo com infarto do miocárdio, que desconhecem procedimentos básicos para atender uma criança com febre.”
Outra visão
O CFM (Conselho Federal de Medicina), entretanto, pensa diferente. O presidente, Carlos Vital, defende o modelo já previsto em lei, que deve ser implantado até junho de 2016: uma avaliação a cada dois anos dos cursos de graduação. Os resultados individuais farão parte do processo de classificação às provas de residência médica, mas não serão contabilizados para obter o registro profissional. “O CFM desconhece estudos ou evidências científicas que comprovem a eficácia da aplicação de exames de fim de curso para avaliar a capacidade ou o grau de conhecimento adquirido por egressos de escolas médicas”, afirmou Vital. Há no País 256 cursos em funcionamento, diz o CFM.
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