Quarta-feira, 08 de Julho de 2020

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Bem-Estar Britânico comete suicídio assistido por médicos em clínica na Suíça

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Jeffrey Spector, sua esposa, Elaine, e suas três filhas: Keleigh, Courtney e Camryn Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/britanico-comete-suicidio-assistido-em-clinica-na-suica-reacende-debate-sobre-morte-digna-16262924#ixzz3bGTKTJJl © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. (Crédito: Reprodução)

Um empresário que tinha um tumor inoperável suicidou-se em uma clínica especializada em morte assistida na Suíça. Jeffrey Spector, de 54 anos, morreu nesta segunda-feira, seis anos após ter sido diagnosticado com um tumor impossível de ser combatido que crescia próximo a sua coluna vertebral. Ele passou sua última semana de vida fazendo um filme para deixa à viúva e a seus três filhos.

Os médicos o haviam informado que sua condição, eventualmente, levaria à paralisia e à morte certa. Por isso, Spector decidiu que “queria estar no controle dos estágios finais de sua vida”. Seu maior medo era ficar paralisado do pescoço para baixo.

Quando sua doença começou a piorar e os sintomas ficaram mais severos, o britânico viajou para a Suíça, já que a legislação do Reino Unido não permite a realização do suicídio assistido.

“Eu adiei uma vez para que minha filha pudesse fazer suas provas. Mas eu estava indo ladeira abaixo, e estava muito difícil usar as mãos. Eu não conseguia fazer pressão com meus dedos. Senti que a doença havia cruzado a linha vermelha e eu só estava piorando. Em vez de partir tarde demais, eu prefiro me adiantar. Eu chamo de a melhor pior opção, porque ela é melhor para a minha família, a longo prazo”, disse Spector em um vídeo gravado antes do procedimento.

Spector, que era diretor de várias empresas de publicidade na cidade de Blackpool, em Lancashire, teve sua última semana de vida acompanhada por uma equipe de filmagem. O empresário, que passou seus últimos dias com sua família em uma clínica de Zurique, descrevia sua doença como “uma bomba-relógio ambulante”, já que a qualquer momento ele poderia ficar completamente paralisado do pescoço para baixo.

Sem medo de morrer
Em uma entrevista divulgada pelo grupo Dignitas, organização suíça que cobra cerca de 15 mil reais para realizar o suicídio assistido em pacientes, Spector disse que não tinha medo de morrer.

“Nunca julgue ninguém até que tenha estado em seu lugar. Sei que estou indo cedo demais. Minha família discorda, mas eu acredito que isso seja melhor para ela. Eu era uma pessoa saudável e minha vida virou de cabeça para baixo. O que começou como uma dor nas costas em 2008 evoluiu para uma doença que me levou a tomar essa decisão terrível. Amigos e a maior parte da minha família pediram que eu não fizesse isso”, contou Spector, alegando que queria estar no controle das fases finais de sua vida.

Após sentir dor nas costas e o pescoço rígido, o empresário britânico fez uma ressonância magnética e descobriu que estava com um grande tumor na parte de cima da espinha vertebral, em torno da medula. O cirurgião tentou extrair o tumor, mas, na mesa de cirurgia, ao analisá-lo com cuidado, percebeu que seria perigoso demais. O câncer então continuou a crescer e Spector começou a perder os movimentos. Ciente de que seria impossível melhorar, o britânico visitou a clínica Dignitas e decidiu que iria se matar antes que o tumor o impedisse de fazê-lo. (AG)

 

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