Terça-feira, 24 de março de 2026
Por Redação O Sul | 23 de março de 2026
Banco diz que clientes não foram afetados por invasão.
Foto: DivulgaçãoO banco BTG Pactual informou nessa segunda-feira (23) que iniciou o restabelecimento das operações via Pix, após suspender o serviço preventivamente devido a um ataque hacker que desviou cerca de R$ 100 milhões no domingo (22). Oficialmente, o banco não informou a parcela dos recursos recuperada. Apenas ressaltou que estava trabalhando para reaver o valor desviado.
A interrupção ocorreu após a identificação de atividades consideradas atípicas, que acionaram os sistemas de segurança da instituição. A decisão de suspender o Pix foi tomada como medida preventiva.
De acordo com o banco, a falha foi localizada internamente e não afetou a estrutura geral do sistema de pagamentos.
“A paralisação ocorreu após identificação de atividades atípicas que acionaram os sistemas de segurança na manhã do domingo. O BTG Pactual esclarece que não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados de correntistas. O banco reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e permanece disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.”
Sistema preservado
O Banco Central (BC) identificou a irregularidade, mas informou que não houve ataque aos sistemas do Pix nem à infraestrutura da autoridade monetária. A ocorrência foi classificada como um problema restrito à instituição financeira.
Em nota, o BTG afirmou que não houve acesso às contas de clientes nem exposição de dados pessoais durante o ataque. A instituição destacou que a segurança das informações segue como prioridade e que permanece disponível para esclarecimentos por meio de seus canais de atendimento.
Investigação e recuperação
O banco continua trabalhando para recuperar o restante dos valores desviados e apurar as circunstâncias do ataque.
As operações via Pix estão sendo normalizadas gradualmente ao longo dessa segunda-feira.
Outros ataques recentes
O ataque se soma a outros semelhantes ocorridos no último ano. Em junho passado, criminosos desviaram mais de R$ 800 milhões do Pix por meio de um ataque à C&M Software, empresa que prestava serviço a uma série de instituições financeiras.
Em setembro, outro ataque à empresa de tecnologia Sinqia desviou cerca de R$ 710 milhões do Pix: foram R$ 669 milhões do HSBC e R$ 41 milhões da sociedade de crédito direto (SCD) Artta. A maior parte foi bloqueada pelo BC. As informações são da Agência Brasil e do jornal O Globo.
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