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Brasil A burocracia e os trâmites judiciais impedem a adoção de 40 mil crianças no País

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Rio de Janeiro teve ato em favor da adoção. (Foto: AG)

No Brasil, existem mais de 39 mil pessoas prontas para adotar. Número mais de cinco vezes maior do que as 7,6 mil mil crianças e adolescentes à espera de adoção. No Rio, são cerca de 3,5 mil pretendentes para 570 crianças. Mas essa conta não fecha por causa da diferença entre o perfil real das crianças com o perfil idealizado pelos futuros pais.

Por exemplo, 91% dos candidatos procuram crianças de até 6 anos. Mas 72% têm entre 7 e 17 anos. E 20% dos candidatos só aceitam crianças brancas. No entanto, quase 70% delas não são.

No domingo, a Justiça e o MP (Ministério Público) se juntaram para promover o projeto “Quero uma familia”, do MP do Rio, em uma caminhada pela adoção na orla de Copacabana. A ferramenta aproxima o real do ideal e tem formado famílias até então inesperadas.

“A pessoa está cadastrada no Cadastro Nacional de Adoção para um determinado perfil e, no sistema do MP, ela tem a chance num ambiente seguro e monitorado de ver quem são essas crianças adolescentes disponíveis. Ela tem chance de mudar esse perfil, ver um grupo de irmãos, se encantar e querer adotar. Ver uma criança com deficiência que ela nunca imaginava…”, diz o promotor Rodrigo Medina.

“Nós tivemos já, por exemplo, casal habilitado pra bebê e que foi entrando numa visita num abrigo e viu uma bola de futebol rolando e ele começou a bater bola com um menino de 12 anos, que foi adotado. Um casal habilitado para um bebê que conheceu três irmãos, sendo dois adolescentes e adotou”, conta o juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza.

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