Quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2017
No Brasil, existem mais de 39 mil pessoas prontas para adotar. Número mais de cinco vezes maior do que as 7,6 mil mil crianças e adolescentes à espera de adoção. No Rio, são cerca de 3,5 mil pretendentes para 570 crianças. Mas essa conta não fecha por causa da diferença entre o perfil real das crianças com o perfil idealizado pelos futuros pais.
Por exemplo, 91% dos candidatos procuram crianças de até 6 anos. Mas 72% têm entre 7 e 17 anos. E 20% dos candidatos só aceitam crianças brancas. No entanto, quase 70% delas não são.
No domingo, a Justiça e o MP (Ministério Público) se juntaram para promover o projeto “Quero uma familia”, do MP do Rio, em uma caminhada pela adoção na orla de Copacabana. A ferramenta aproxima o real do ideal e tem formado famílias até então inesperadas.
“A pessoa está cadastrada no Cadastro Nacional de Adoção para um determinado perfil e, no sistema do MP, ela tem a chance num ambiente seguro e monitorado de ver quem são essas crianças adolescentes disponíveis. Ela tem chance de mudar esse perfil, ver um grupo de irmãos, se encantar e querer adotar. Ver uma criança com deficiência que ela nunca imaginava…”, diz o promotor Rodrigo Medina.
“Nós tivemos já, por exemplo, casal habilitado pra bebê e que foi entrando numa visita num abrigo e viu uma bola de futebol rolando e ele começou a bater bola com um menino de 12 anos, que foi adotado. Um casal habilitado para um bebê que conheceu três irmãos, sendo dois adolescentes e adotou”, conta o juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza.
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