Segunda-feira, 08 de Março de 2021

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Brasil Butantan pede à Anvisa registro de mais 4,8 milhões de doses da vacina contra Covid-19

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Solicitação foi encaminhada ao órgão regulador nesta segunda-feira.

Foto: Divulgação
Solicitação foi encaminhada ao órgão regulador nesta segunda-feira. (Foto: Divulgação)

O Instituto Butantan pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o registro emergencial para um segundo lote 4,8 milhões de novas doses da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela instituição em parceria com a biofarmacêutica Sinovac, afirmou o governador de São Paulo, João Doria, nesta segunda-feira (18), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

“A autorização para o uso emergencial que a Anvisa concedeu ontem [domingo] exclusivamente válida para as 6 milhões de doses da vacina, todos elas já distribuídas ao Ministério da Saúde. Estamos seguros que essa nova análise será feita com o mesmo critério, o mesmo cuidado e a mesma agilidade com que liberaram a vacina do Butantan, a vacina do Brasil”, disse o governador João Doria.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o pedido de autorização do uso emergencial do segundo lote abrangerá um número ainda maior de doses. “A primeira partida é de 4 milhões e 800 mil já em disponibilidade na medida em que for feita essa segunda autorização. Uma vez aprovado, daí a produção do Butantan será feita de acordo com essa autorização, isto é, não haverá a necessidade de todo o lote ser requisitado (o pedido emergencial), podendo chegar a uma produção adicional de 35 milhões de doses”, explicou.

No domingo, logo após autorização da Anvisa, o Butantan colocou à disposição do PNI (Programa Nacional de Imunização) cerca de 6 milhões de doses, das quais 1,4 milhão foi destinada ao Estado de São Paulo e 4,6 milhões para os demais Estados da federação, conforme definido em entendimentos feitos entre o instituto e o próprio Ministério da Saúde.

Novas remessas de insumos para envase deverão chegar nas próximas semanas, aguardando apenas aval do governo da China. Das 8,7 milhões de doses previstas em contrato para entrega até 31 de janeiro, 6 milhões já foram encaminhadas. As demais devem seguir até o final deste mês. A programação prevê que até abril o Butantan entregue ao Ministério da Saúde 46 milhões de doses da vacina.

Em seu discurso, Doria reforçou sobre o início da vacinação em cinco grandes hospitais do interior paulista, em Campinas, Botucatu, Ribeirão Preto, Marília e São José do Rio Preto, e elogiou o programa estadual de imunização. “Temos seringas, agulhas e equipamentos de proteção individual graças a um planejamento iniciado em outubro e revalidado em reuniões da Secretaria de Saúde”, lembrou.

“Com planejamento, com estrutura e com uma equipe responsável, sem nenhuma visão ideológica, partidário e política, e sim com visão técnica, de obediência à ciência, nós estamos realizando esse programa de vacinação em São Paulo”, completou.

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