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Geral Caça Gripen da FAB intercepta avião civil pela primeira vez e faz blits em aeronave turboélice em Brasília

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Caça Gripen da Força Aérea Brasileira voa ao lado do avião civil durante interceptação nessa terça-feira (14) próximo a Brasília. (Foto: Divulgação)

Um caça SAAB JAS-39E Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou pela primeira vez uma aeronave civil que estava próxima de Brasília (DF). O mais novo vetor aéreo da FAB está baseado em Anápolis, no 1º Grupo de Defesa Aérea, e recentemente foi homologado para uso do míssil ar-ar de longo alcance guiado por radar e pelos canhões de 27 mm internos, o que resultou na liberação para qualquer tipo de atividade de treinamento ou real.

Dentro desse contexto, um avião monomotor Piper M600 (PA-46-600TP) foi interceptado na tarde dessa terça-feira (14) pelo caça de matrícula FAB4103, o quarto recebido no Brasil.

Segundo relatos, o turboélice estava voando a 260 nós (480 km/h) de velocidade verdadeira no nível de voo 280 (8.500 m de altitude), dentro da Região de Informação de Voo (FIR) de Brasília. Este é o primeiro registro de uma interceptação feita pelo novo F-39E da FAB.

As interceptações de aeronaves civis são uma prática de treinamento para situações de fechamento de espaço aéreo ou violação de território nacional e servem tanto para habituação dos procedimentos pelos pilotos militares quanto pelos pilotos civis.

O Gripen foi o primeiro caça supersônico produzido no Brasil. Ele foi apresentado oficialmente no dia 25 de março, quase três anos após a inauguração de sua linha de produção conjunta entre a fabricante sueca e sua parceira local, a Embraer.

O presidente Lula participou do evento e “batizou” a aeronave. O Gripen, da empresa sueca Saab, é um caça equipado com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários.

O F-39 substitui os antigos caças F-5, de origem americana, que estavam em operação há décadas. Ao todo, o Brasil prevê a aquisição de 36 aeronaves dentro do acordo firmado em 2014 com a fabricante, sendo parte delas produzidas no país. As entregas começaram em 2020, e 11 aeronaves já foram entregues até o momento. O custo total é de US$ 4 bilhões (21,25 bilhões de reais).

O modelo nacional é desenvolvido pela Embraer em parceria com a empresa sueca, e faz parte do programa de modernização da FAB, com transferência de tecnologia sueca e participação direta de engenheiros brasileiros na produção. Outros 14 caças previstos no contrato atual com a Força Aérea Brasileira seguirão esse mesmo modelo de produção.

A aeronave pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. Ela também conta com capacidade de reabastecimento em pleno ar, o que amplia ainda mais seu alcance operacional.

Em fevereiro deste ano, pela primeira vez, o caça foi colocado em alerta de defesa aérea no país. Isso significa que a aeronave já pode ser empregada em missões reais e passa a ser responsável pela proteção do espaço aéreo da capital federal.

A apresentação do primeiro modelo montado em território nacional é considerada um marco para o programa, consolidando o Brasil como um dos poucos países com domínio sobre etapas estratégicas de produção de caças de alta tecnologia.

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