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Mundo Caças dos Estados Unidos sobrevoam a península coreana

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A data e o local do encontro entre Trump e Kim ainda não foram definidos. (Foto: Reprodução)

Aviões militares dos Estados Unidos sobrevoaram a península coreana nesta segunda-feira (18) em uma demonstração de força, após o último teste nuclear norte-coreano, anunciou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

Quatro aviões F-35B e dois bombardeiros B-1B sobrevoaram a península para “demonstrar a capacidade de dissuasão da aliança entre Estados Unidos e Coreia do Sul contra as ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte”, indicou o ministério.

As aeronaves americanas evoluíram junto com quatro aparelhos sul-coreanos F-15, como parte da “rotina” de manobras militares conjuntas dos dois países, ainda segundo a pasta. Esses são os primeiros voos de aparelhos militares desde que Pyongyang fez, em 3 de setembro, seu sexto e mais potente teste nuclear e desde o lançamento, na última sexta-feira (15), de um míssil norte-coreano que sobrevoou o Japão, elevando as tensões na região.

O presidente americano, Donald Trump, e seu colega da Coreia do Sul, Moon Jae-In, comprometeram-se a exercer “maior pressão” sobre Pyongyang em recente conversa por telefone.

Sanções

Os EUA vêm aumentando a pressão sobre a Coreia do Norte às vésperas da Assembleia Geral da ONU, que começa nesta terça-feira (19) em Nova York. A Casa Branca deverá buscar novas sanções internacionais contra o regime asiático durante a cúpula, além de mais apoio de China e Rússia, enquanto reforça suas manobras militares na Península Coreana. No domingo (17), representantes do governo uniram vozes no pedido de mais punições diplomáticas, no mesmo dia em que o presidente Donald Trump zombou do líder norte-coreano, Kim Jong-un, a quem chamou de “Homem foguete” ( “Rocket Man”, no inglês).

“O ponto crucial é unir todos os países para que façam todo o possível para fortalecer essas sanções, fazer o necessário para resolver esse problema sem chegar a um conflito militar”, declarou em uma entrevista o general H.R. McMaster, conselheiro de Segurança Nacional do presidente Trump. “Todas as opções estão sobre a mesa.”

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, foi ainda mais taxativa em entrevista à rede CNN: “Todos sabemos que, basicamente, se a Coreia do Norte continuar com esse comportamento insensato, se os Estados Unidos tiverem que se defender ou defender seus aliados, a Coreia do Norte será destruída”. declarou. “Nenhum de nós quer isso, ninguém quer a guerra”, completou.

Também no domingo, Trump zombou do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, a quem chamou de “Homem foguete”. E, no mesmo dia, comprometeu-se junto com o presidente sul-coreano, Moon Jae-In, a exercer mais pressão sobre Pyongyang.

“Ambos os dirigentes concordaram em exercer uma maior pressão e mais concreta para que o regime norte-coreano entenda que mais provocações vão conseguir apenas reforçar o isolamento diplomático e as pressões econômicas que levarão a seu colapso”, declarou a presidência sul-coreana em comunicado.

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