Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de outubro de 2026
O desempenho positivo do mercado acionário foi impulsionado principalmente por ações de empresas ligadas ao consumo e ao crédito.
Foto: B3/DivulgaçãoO dólar fechou em queda de 0,58% nesta terça-feira (20), cotado a R$ 5,019, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 1,43%, aos 208.017,63 pontos. O desempenho positivo do mercado acionário foi impulsionado principalmente por ações de empresas ligadas ao consumo e ao crédito, em um pregão marcado pelo enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior e pela entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro.
No câmbio, a moeda norte-americana acompanhou o movimento de desvalorização observado em outros mercados. Dados mais fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos contribuíram para reduzir as apostas em uma nova elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. A perspectiva de uma política monetária menos restritiva nos Estados Unidos favorece moedas de países emergentes, entre elas o real.
Na Bolsa, as ações do varejo estiveram entre os destaques positivos. Os papéis da Casas Bahia avançaram mais de 20% durante o pregão, enquanto os do Magazine Luiza também registraram forte valorização. A queda dos juros futuros no Brasil ajudou a impulsionar o setor, que costuma ser beneficiado pela perspectiva de redução dos custos de financiamento e de melhora nas condições de consumo.
Empresas ligadas ao crédito também contribuíram para o desempenho do índice. Bancos e a própria B3, responsável pela operação do mercado de ações brasileiro, estiveram entre os destaques positivos apontados por analistas. O fluxo de capital estrangeiro continuou oferecendo sustentação aos negócios, em meio à busca de investidores por oportunidades no mercado nacional.
O cenário político brasileiro permaneceu entre os fatores acompanhados pelos agentes financeiros. A proximidade do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), mantém a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no centro das expectativas sobre a condução da economia a partir de 2027.
Investidores observam especialmente as perspectivas para as contas públicas, o controle dos gastos governamentais e a política econômica do próximo governo. As expectativas em relação à situação fiscal influenciam as negociações de câmbio, os juros futuros e os preços das ações.
No mercado internacional, as oscilações do petróleo e as incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã também permaneceram no radar dos investidores. A combinação desses fatores contribuiu para manter a atenção voltada aos acontecimentos externos e ao cenário doméstico.
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