Domingo, 03 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2026
O Ministério da Saúde lançou campanha nacional de vacinação contra o sarampo para turistas que vão à Copa do Mundo, de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá. A iniciativa é motivada por um cenário de crescimento expressivo de casos da doença nos três países-sede do evento, realizado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Com oferta gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o fármaco é destinado a crianças, adolescentes e adultos, cada qual com um esquema próprio de imunização. Para a faixa etária dos 6 aos 11 meses é aplicada a chamada “dose zero”, ao passo que de 1 a 29 anos são necessárias duas doses. Já entre 30 e 59 anos basta uma dose.
A estratégia do Ministério da Saúde tem por finalidade proteger todos os brasileiros que vão viajar e reduzir o risco de reintrodução do sarampo no País. Embora mantenha o status de nação livre da circulação de sarampo, a intensificação do fluxo internacional de pessoas nos próximos meses acende o alerta, em um cenário onde ainda há indivíduos que se recusam à imunização, devido a notícias falsas e negacionistas sobre as vacinas.
Situação preocupante
Localizados na América do Norte, os três países-sede de um dos maiores eventos esportivos do planeta respondem por 67% dos casos de sarampo de todo o continente (ou seja, incluindo-se as porções Central e Sul). Somente no ano passado as autoridades norte-americanas registraram 2.144 casos – e a transmissão continua ativa, com mais 1.792 ocorrências desde janeiro.
O Canadá também enfrentou aumento nos casos, com 5.062 registros no ano passado, o que levou o país a perder o status de nação livre da doença. Desde janeiro, são mais 907 confirmações. Situação semelhante à do México: após registrar apenas sete casos em 2024, o país foi cenário de uma escalada expressiva, chegando a 6.152 ocorrências no ano passado e mais 10.002 desde janeiro.
Celebridade presente
O lançamento da ofensiva contra o sarampo no Brasil teve como local a Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro. Repetindo um gesto adotado várias vezes no comando do Ministério da Saúde, Alexandre Padilha compareceu em pessoa para aplicar doses.
Dentre as pessoas que ofereceram o braço à picada estava o ex-jogador Raí, conhecido pelo engajamento a pautas sociais e educacionais. Ele é um dos cofundadores da instituição, voltada a crianças e jovens.
Entenda o esquema
Devem ser vacinadas pessoas que nunca receberam o imunizante, que estejam com esquema incompleto ou sem comprovante de vacinação. O fármaco é contraindicado para gestantes, ao passo que as mães em fase de amamentação podem receber a tríplice viral.
Já indivíduos imunocomprometidos devem passar por avaliação médica antes da receber a dose. Situações específicas são avaliadas individualmente pela equipe de cada posto de saúde.
– Pessoas entre 1 ano e menores de 5 anos: uma dose de tríplice viral com 1 ano de idade e uma dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
– Pessoas entre 5 anos e 29 anos que nunca foram vacinadas: devem fazer duas doses da tríplice viral, com intervalo de 1 mês entre as doses.
– Pessoas de 30 a 59 anos: devem fazer uma dose da tríplice viral.
– Profissionais da saúde, independentemente da idade: duas doses da vacina tríplice viral.
– Contatos de suspeita devem conferir a condição vacinal, independentemente da idade.
Para quem precisa completar o esquema com duas doses, a recomendação é garantir que a última aplicação ocorra ao menos 15 dias antes da viagem. A “janela” é necessária para uma proteção adequada. (com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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