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Política Campeões de voto reforçam a bancada evangélica no Congresso Nacional

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Pastores de grandes igrejas como Silas Malafaia mantiveram ou ampliaram seu poder na Câmara. (Foto: Sérgio Lima/Câmara dos Deputados)

A bancada evangélica será reforçada por campeões de voto e pelo aumento do poder das grandes igrejas do segmento no Congresso, ganhando evidência na defesa da pauta de costumes, a partir de 2023. Levantamento feito com base no resultado das eleições deste ano mostra que, dos 203 integrantes da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados, 177 foram candidatos a novo mandato. Deste total, 109 tiveram sucesso, uma taxa superior a 60%.

Além da reeleição de deputados que já ocupam uma vaga na Casa, a bancada será reforçada por novatos e campeões de voto nos Estados. Apoiador do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), Nikolas Ferreira (PL-MG), integrante da Comunidade Evangélica Graça e Paz, foi o deputado mais votado do Brasil, com 1,492 milhão de votos. Na outra ponta, o deputado André Janones (Avante-MG), da Igreja Batista da Lagoinha e aliado do candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, foi reeleito com votação expressiva (238.967 votos). Janones conquistou o segundo lugar em Minas Gerais.

No Paraná, o ex-procurador Deltan Dallagnol, que comandou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, foi o mais votado e deve engrossar a bancada da Bíblia em Brasília. Dallagnol pertence à Igreja Batista do Bacacheri, na capital paranaense, e costuma fazer palestras e pregações nos púlpitos evangélicos. Ele se juntará a Filipe Barros (PL), da Igreja Presbiteriana Central de Londrina, reeleito no Paraná.

Em Pernambuco, o candidato campeão de votos foi André Ferreira (PL), oriundo da Assembleia de Deus e filho do pastor e deputado estadual Manoel Ferreira. No Ceará, o deputado mais votado, André Fernandes (PL), também é da Assembleia de Deus e promete reforçar a pauta conservadora de costumes defendida por evangélicos no Congresso.

A bancada da Bíblia ainda não fez um levantamento final sobre o número de evangélicos eleitos no dia 2, mas calcula que vai aumentar com os novos parlamentares, a maioria deles aliada de Bolsonaro. “Vai ter um grupo mais coeso agora porque os novos deputados eleitos são evangélicos e é gente bem mais aguerrida. Isso vai ficar muito bom para a bancada”, disse o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP), um dos principais articuladores do grupo e reeleito para o quarto mandato na Câmara.

Pastores de grandes igrejas mantiveram e até ampliaram seu poder na Câmara. Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Rio, conseguiu reeleger o deputado Sóstenes Cavalcante (PL), presidente da Frente Parlamentar Evangélica. Em São Paulo, o deputado Paulo Freire Costa (PL) ganhou mais um mandato. Ele é pastor da Assembleia de Deus do Belém em Campinas e filho de José Wellington Bezerra da Costa, o patriarca da igreja, a maior do segmento no País.

O deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), também líder da bancada evangélica, conseguiu novo mandato e ainda ajudou a eleger sua mulher, Antônia Lucia (Republicanos), pelo Acre. O deputado é irmão do pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus em Belém, onde nasceu a denominação. A família é dona de uma rede de TV e domina a segunda maior convenção da igreja no País.

Outro assembleiano reeleito foi o deputado Cezinha Madureira (PSD-SP), porta-voz do bispo Samuel Ferreira e expoente da Assembleia de Deus de Madureira no Congresso. “Nós somos pobres, nós não temos dinheiro. Deus deu a vitória”, disse Ferreira, líder da igreja que tem templos espalhados pelo País e no exterior.

Neste ano, as igrejas evangélicas adotaram estratégia diferente e, em vez de dividir votos entre candidatos, ungiram nomes competitivos em cada Estado. Em Alagoas, por exemplo, a Madureira abriu mão de lançar um integrante da denominação para apoiar a reeleição do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas), o mais votado no Estado.

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