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Saúde Câncer de próstata: saiba quando cada modalidade de tratamento é recomendada

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A hormonioterapia pode ser empregada em conjunto com outros tratamentos. (Foto: Reprodução)

No enfrentamento ao câncer de próstata, assim como em outras doenças oncológicas, a decisão sobre o tratamento ideal deve ser personalizada e levar em consideração critérios como a localização do tumor, seu estágio e as condições físicas do paciente. Além da cirurgia, principal pilar no tratamento, a radioterapia e a hormonioterapia também fazem parte do combate à doença, e, em determinados casos, a quimioterapia pode ser uma opção.

Este tipo de câncer figura como o segundo mais comum entre os homens no Brasil, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Quando diagnosticado precocemente, alcança taxas de cura superiores a 90%. A evolução das modalidades terapêuticas não apenas assegura maior eficácia ao tratamento, mas também contribui com a qualidade de vida.

Dentre os tratamentos, a cirurgia e a radioterapia são as medidas mais frequentemente adotadas. Neste sentido, os avanços tecnológicos registrados no campo cirúrgico, a exemplo da cirurgia robótica, também marcam presença na radioterapia. Nessa modalidade, o tumor recebe doses de radiação por um período determinado pelo especialista. O rádio-oncologista da Oncomed, Cláudio Ohashi, explica que o processo envolve uma série de cálculos matemáticos e físicos para que a localização do tumor seja precisa, possibilitando a administração de doses elevadas de radiação e, ao mesmo tempo, minimizando o impacto aos tecidos saudáveis.

“A radioterapia evoluiu muito nos últimos anos, e hoje temos técnicas modernas como a Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT), que garantem mais segurança e efetividade no tratamento. Importante ressaltar que, mesmo sendo um procedimento seguro, em cerca de 10% a 15% dos pacientes é possível observar inflamação no reto e na bexiga”, explica.

Os efeitos adversos do tratamento podem ser: ardência no reto ou nas vias urinárias, sangramento na urina ou fezes, diarreia e incontinência urinária.

Hormonioterapia

Quando a cirurgia e radioterapia não são indicadas ou precisam de um tratamento coadjuvante, a hormonioterapia pode ser empregada. Nesses casos, a produção de testosterona é inibida por meio de medicamentos orais ou injetáveis, com o objetivo de reduzir os níveis de hormônios masculinos que estimulam o crescimento das células cancerosas, a fim de encolher o tumor e reduzir o seu ritmo de crescimento.

Por se tratar de uma restrição temporária da testosterona, a preocupação em relação aos efeitos adversos como perda da disposição, vigor e força física é acolhido no consultório. Para o oncologista Eduardo Dicke, a qualidade de vida do paciente também é importante no resultado do tratamento. “Mesmo sendo uma opção segura e menos invasiva, os efeitos colaterais podem atingir diretamente o estilo de vida do paciente. O suporte multidisciplinar com acompanhamento nutricional, psicológico e a manutenção de atividade física são alicerces que contribuem muito para a preservação da integridade física e mental durante o tratamento”.

O oncologista também reforça que em determinadas situações, medicações da nova geração, com perfil mais favorável de tolerabilidade, podem ser prescritas, por isso o protocolo de atendimento é personalizado e ajustado conforme o estágio da doença e idade.

Também presente nos pilares de tratamento contra o câncer, a quimioterapia pode ser empregada nos casos em que a doença não respondeu às modalidades anteriores ou sofreu metástase, quando células tumorais avançam para outros tecidos. “Nesses casos, a quimioterapia é prescrita para controlar a doença e atenuar os sintomas, ao mesmo tempo em que busca aprimorar tanto a sobrevida quanto dar conforto”, explica o especialista.

Fique atento

Tumor mais comum em homens acima de 50 anos, alguns tipos evoluem devagar e são assintomáticos. Certos pacientes, que apresentam tumores de baixa agressividade, podem nunca precisar de tratamento ou cirurgia, especialmente quando eles possuem idade avançada ou têm outras comorbidades. Nesses casos, o oncologista clínico deve ser visitado anualmente, e os exames repetidos para o monitoramento da doença.

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