Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de outubro de 2015
Os candidatos à presidência da Argentina encerraram nessa quinta-feira sua campanha eleitoral. No domingo, 32 milhões de argentinos irão às urnas para escolher o sucessor da presidente Cristina Kirchner, que em dezembro conclui seu segundo mandato, consecutivo.
Todas as pesquisas de opinião coincidem que o mais votado será o candidato governista, Daniel Scioli, atual governador da província de Buenos Aires – a maior e mais rica do país. Seis candidatos concorrem ao cargo.
A grande incógnita é se Scioli conseguirá garantir a vitória no primeiro turno ou se terá que enfrentar o segundo mais votado no dia 22 de novembro. O empresário e atual prefeito da capital, Buenos Aires, Mauricio Macri, é o favorito da oposição e está apostando todas as fichas em um segundo turno.
Frentes políticas
Nos últimos 12 anos, a Argentina tem sido governada pelo casal Kirchner: primeiro por Néstor (2003-2007), depois por sua esposa Cristina, reeleita em 2011, meses após a morte do marido. Tanto os Kirchner como Scioli pertencem ao Partido Justicialista ou Peronista, que integra a Frente pela Vitória e promete manter a forte presença estatal na economia. Já o partido de Macri, o Proposta Republicana, integra a coligação política Cambiemos – que em português significa “mudemos”.
Pesquisas
As pesquisas de opinião demonstram que os argentinos estão cada vez mais avessos a mudanças radicais – mesmo achando que elas podem ser um mal necessário, em um país que tem dois dígitos de inflação anual. Eles passaram por várias crises – a mais grave, em 2001, resultou no confisco das contas bancárias, na desvalorização do peso (que durante uma década esteve ancorado ao dólar norte-americano) e na moratória da dívida externa.
Muitos moderados se sentem representados por Sergio Massa – o terceiro colocado nas pesquisas. Ele é apoiado por peronistas dissidentes, entre eles Roberto Lavagna, ministro da Economia de Néstor Kirchner e considerado o responsável pela recuperação do país após a crise de 2001.
Em agosto, foram feitas prévias, que, na Argentina, são abertas, simultâneas e obrigatórias, e funcionam como uma enorme pesquisa de opinião. Pouco mudou em relação àquela votação, na qual Scioli saiu em primeiro lugar, Macri em segundo e Massa em terceiro.
(ABr)
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