Sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Por Flavio Pereira | 21 de agosto de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A Rede Pampa promoveu ontem um debate com oito candidatos ao Senado, em formato inédito que permitiu maior dinamismo e participação dos convidados. Com mediação do vice-presidente da Rede Pampa, Paulo Sergio Pinto, participaram os candidatos Germano Rigotto (MDB), Ubiratan Sanderson (PL), Paulo Pimenta (PT), Manuela d’Ávila (Psol), Milton Cardoso (PSDB), Frederico Antunes (PSD), Marcel van Hattem (Novo) e Renato Jaguarão (Cidadania).
Germano Rigotto
Germano Rigotto prometeu usar sua experiência como deputado e governador para alavancar propostas como a reforma administrativa, “para acabar com privilégios e distorções”. Rigotto disse que “não respondo a nenhum processo e tenho condições de, no Senado, se for preciso, pedir o impeachment de qualquer ministro do STF. Me sinto preparado para este desafio”, afirmou o ex-governador.
Sanderson
O deputado federal Ubiratan Sanderson lembrou sua carreira como oficial da reserva do Exército e policial federal. Convidado por Jair Bolsonaro para ingressar na política, Sanderson prometeu que, eleito senador, será rigoroso no enfrentamento aos abusos cometidos por ministros do STF. “Quero ser o senador dos gaúchos e enfrentar outra questão fundamental, que é a crise fiscal no país e no Rio Grande do Sul”, afirmou.
Paulo Pimenta
Atual líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta disse que “para ser senador é preciso primeiro conhecer o Rio Grande do Sul, e eu conheço, e em segundo lugar conhecer Brasília, que conheço muito bem”. Pimenta garantiu que “tenho capacidade de diálogo com todos os partidos para trabalhar pelo Rio Grande do Sul no Senado. Vamos reeleger o presidente Lula e a governadora Juliana Brizola, e é muito importante que o Rio Grande do Sul tenha acesso ao Governo Federal”, afirmou.
Manuela d’Ávila
A ex-deputada Manuela d’Ávila lembrou que esteve fora da vida pública há oito anos “para proteger a minha vida e da minha família” e projeta um trabalho em defesa das mulheres, combate ao feminicídio, aos abusos das Bets, “antes que as Bets acabem com as famílias e com os trabalhadores brasileiros”, e o resgate do protagonismo do estado em Brasília. Lembrou que “sou candidata ao Senado representando a força, a coragem e a batalha de cada mulher do Rio Grande do Sul”.
Marcel van Hattem
O atual deputado federal Marcel van Hattem lembrou que é o mais jovem entre os candidatos ao Senado. Afirmou que pretende defender o Brasil e o estado como senador, “para deixarmos de sermos tratados como estado de segunda linha”. Marcel disse que “temos muitas indignações com o que acontece no Brasil, com o Governo Lula, com os casos de corrupção. Esta é a eleição mais importante das nossas vidas”, afirmou.
Milton Cardoso
O jornalista Milton Cardoso prometeu trabalhar pelo impeachment de ministros do STF. Criticou o presidente Lula e ministros do STF e afirmou que “estou entrando na política para resgatar o papel do Senado e exigir o cumprimento da Constituição”. Segundo ele, “o Brasil não pode mais continuar desse modo”. Garantiu que “não quero reeleição e não quero carreirismo político. Político que muda de cargo não vai mudar o Brasil”.
Frederico Antunes
O atual líder do governo na Assembleia pretende, no Senado, “buscar resultados com a interlocução. Não vamos conseguir soluções no grito ou na lacração”. Defendeu a busca de obras e de recursos de fundos constitucionais para desenvolver o estado. Frederico disse que “estou vendo muita peleia ideológica e pouca proposição para ser senador pelo Rio Grande do Sul”.
Renato Jaguarão
O candidato ao Senado Renato Jaguarão declarou sua solidariedade com as pessoas atingidas pelas fortes chuvas nos últimos dias nas regiões Sul, Campanha e Oeste. Defendeu uma atuação no Senado “para defender os mais pobres, em especial os aposentados, independente de ideologias”. Disse que “não tenho político de estimação, estou aqui pra defender o nosso estado”.
Terminam os mandatos de Paulo Paim e Luis Carlos Heinze
Este ano, o Senado renova dois terços das suas cadeiras. Cada estado escolherá dois senadores. No caso do Rio Grande do Sul, estarão em disputa os mandatos dos senadores Paulo Paim (PT) e Luis Carlos Heinze (PP). O mandato do senador Hamilton Mourão, eleito em 2018, se encerra em janeiro de 2031.
Cada Estado possui três senadores, independente da população
Há uma queixa dos estados maiores em relação à representatividade do Senado Federal: todas as 27 unidades da Federação (26 estados e o Distrito Federal) têm três senadores cada. Os senadores representam os estados e não a população, daí, portanto, a não proporcionalidade em relação ao número de habitantes de cada estado. Assim, o Amapá, com 810 mil habitantes, e São Paulo, com 46 milhões de habitantes, possuem, cada um, três senadores.
No caso de Lulinha, agora PGR pede que processo vá para a primeira instância. Mas Mendonça deverá mantê-lo no STF
Aliados do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), relataram à CNN Brasil que ele estranhou o pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) para que o inquérito que investiga o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja remetido à primeira instância. O caso dá a entender que a PGR avalia cada processo pela capa dos autos, e não pelo seu teor. Se a regra valesse, o próprio processo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sem foro privilegiado, deveria ter tramitado na primeira instância.
O principal motivo alegado no caso de Lulinha é que a própria PF (Polícia Federal) protocolou o pedido de investigação no Supremo, um sinal de que os próprios investigadores avaliaram que era o caso de a Corte apurar as suspeitas.
Além disso, o protocolo foi feito quando o ministro Alexandre de Moraes estava na presidência interina, e ele pediu que a PGR se manifestasse. Em nenhum momento fez a avaliação de que era o caso de ir para a primeira instância. Resumindo: a suspeita é de que Lula, após prometer que não iria interferir nos inquéritos contra o Lulinha, agora, ao perceber que a água chegou ao pescoço, teria dado um carteiraço na PGR.
* Flavio Pereira (@flaviorrpereira)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!