Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Candidatos derrotados nas últimas eleições encontram abrigo no governo Lula

Compartilhe esta notícia:

O governo do presidente Lula deu cargos a pelo menos 109 candidatos derrotados nas eleições do ano passado. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu cargos a pelo menos 109 candidatos derrotados nas eleições do ano passado, segundo levantamento feito pelo Estadão/Broadcast. A pesquisa detectou políticos com postos no atual governo que disputaram o pleito de 2022 por 14 partidos diferentes em 25 Estados e no Distrito Federal. Lula foi eleito no ano passado em uma coligação que incluía nove partidos (além do PT, PCdoB, PV, Solidariedade, PSOL, Rede, PSB, Agir e Avante). No segundo turno, recebeu o apoio do PDT. O presidente agregou MDB e PSD a seu grupo de apoio e acaba de se acertar com parte do União Brasil. Há conversas em andamento para que setores do PP e do Republicanos entrem na base aliada.

Na semana passada, o governo editou uma medida provisória que, entre outros pontos, transforma 13.375 cargos efetivos vagos em 6.692 cargos efetivos vagos e 2.243 cargos em comissão e em funções de confiança. Esses últimos podem ter seus ocupantes nomeados sem necessariamente terem passado por concurso público.

A nomeação de aliados é uma prática comum na política e serve, por exemplo, para projetar candidatos para eleições futuras. “Eles ficam com visibilidade para poder pleitear candidaturas em capitais, nas eleições municipais e, obviamente, tudo isso fortalece a capilaridade eleitoral”, afirmou o cientista político Roberto Gondo, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Isso ajuda a manter o grupo político usando todos os benefícios e as possibilidades funcionais das atividades do poder público.”

Na avaliação de Gondo, ex-candidatos costumam ser levados para o Executivo com o objetivo de ocupar cargos técnicos ou funções políticas que se aproveitam do caráter técnico.

O levantamento mostra que a maior parte das nomeações foi de políticos do PT e PSB, partidos de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, respectivamente. O rol de políticos que perderam as eleições no ano passado e hoje estão em cargos do governo é eclético.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por exemplo, faz parte do grupo. Ele disputou o governo de São Paulo e recebeu mais de 10 milhões de votos – a melhor votação que o PT já teve no Estado –, mas não conseguiu bater o hoje governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Heitor Freire foi nomeado diretor de Fundos, Incentivo e de Atração de Investimentos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Em 2022, ele tentou a reeleição ao cargo de deputado federal pelo União Brasil do Ceará, mas não conseguiu. Freire havia se tornado deputado federal em 2018. À época, era filiado ao PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República.

Rose Modesto, hoje na Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), tentou no ano passado virar governadora do Mato Grosso do Sul, também pelo União Brasil. Terminou a disputa com 12,42% dos votos.

Já o emedebista Leonardo Picciani não conseguiu se eleger deputado federal pelo Rio de Janeiro e se tornou secretário de Saneamento Ambiental no Ministério das Cidades.

O levantamento considera os partidos pelos quais os políticos disputaram a eleição em 2022, sem computar trocas. Marcelo Freixo, presidente da Embratur, foi considerado do PSB. Ele disputou o governo do Rio de Janeiro pela legenda, e hoje é filiado ao PT. Também não foram consideradas eventuais exonerações.

A maioria dos nomeados identificados é homem: 71 do total de 109 declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) serem do sexo masculino. Também são mais comuns no grupo os que se declaram brancos (67); 18 se declararam pretos, 15 pardos e 9, indígenas. O único Estado que não teve nenhum candidato nomeado mapeado pela pesquisa foi o Espírito Santo.

A pesquisa foi dividida em três etapas: uma lista inicial de 879 nomes de candidatos que disputaram um novo mandato em 2022 e não se reelegeram foi cruzada com o sistema do Diário Oficial da União para detectar nomeações. Foram confrontadas também as nomeações de dirigentes dos ministérios – como ministros, secretários e chefes de assessorias especiais (287 nomes ao todo) – com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A reportagem cruzou ainda a base de dados de servidores públicos civis (sem contar militares e do Banco Central) disponível no Portal da Transparência com a lista de candidatos de 2022. Foram desconsiderados casos em que a nomeação não é relacionada ao governo Lula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Já está no ar o site de consulta ao programa gaúcho Volta por Cima
Procuradoria-Geral da República pede que redes sociais informem se denunciados pelo 8 de janeiro seguem perfis de Bolsonaro
Pode te interessar