Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020

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Porto Alegre Capital terá acolhimento a pacientes de coronavírus sem condições para isolamento

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O local, no prédio da Escola Estadual Marechal Mallet, na Vila Jardim, terá capacidade para abrigar inicialmente 100 pessoas.

Foto: Cesar Lopes/PMPA
O local, no prédio da Escola Estadual Marechal Mallet, na Vila Jardim, terá capacidade para abrigar inicialmente 100 pessoas. (Foto: Cesar Lopes/PMPA)

Porto Alegre irá ganhar nos próximos dias o CAIS (Centro de Acolhimento e Isolamento Social), destinado a moradores de baixa renda que tenham testado positivo para Covid-19, apresentem sintomas leves e não tenham condições de isolamento social adequado. A iniciativa é uma parceria entre prefeitura e a Fundação Itaú para Educação e Cultura, por meio do programa Todos pela Saúde. O local, no prédio da Escola Estadual Marechal Mallet, na Vila Jardim, terá capacidade para abrigar inicialmente 100 pessoas e poderá ser ampliado para até 200 pessoas.

O terreno onde funcionava a escola pertence ao Município. Na tarde desta segunda-feira (13), o prefeito Nelson Marchezan Júnior, acompanhado do secretário municipal da Saúde, Pablo Stürmer, e do adjunto, Natan Katz, vistoriou o andamento das obras.

“A parceria com a iniciativa privada é muito importante neste momento da pandemia. A união de esforços no combate ao coronavírus vai permitir que a gente consiga desafogar o SUS, evitar que o vírus se propague e salvar mais vidas”, disse o prefeito Nelson Marchezan Júnior.

A capital gaúcha é a primeira cidade do Sul do país a receber o projeto, que já tem outros dois centros de acolhimento em São Paulo e ainda será implementado em outros Estados. O secretário Pablo Stürmer explica que os pacientes serão encaminhados pelas unidades de saúde de Porto Alegre. “É uma iniciativa importante no sentido de possibilitar atendimento adequado a quem não tem condições de cumprir o isolamento social em casa”, acrescenta.

O CAIS vai funcionar 24 horas, e os residentes terão apoio de uma equipe de assistentes sociais, enfermeiros, cuidadores e monitores, e acompanhamento médico via telemedicina. Também receberão roupas e cinco refeições por dia. Custeado pela Fundação Itaú, o projeto integrará o Plano Emergencial de Proteção Social, conjunto de ações que a prefeitura organiza para minimizar os efeitos sociais causados pela pandemia.

Suporte

De acordo com o coordenador regional do projeto, Marcos Soares, o centro não vai atender como equipamento de saúde, mas como local de acolhimento temporário. “A ideia do projeto é criar um apoio para os casos em que o paciente não precise ir ao hospital ocupar um leito, mas, por questões de vulnerabilidade social, não tenha um local adequado para fazer o isolamento. Durante o período de risco de transmissão, ele ficará recebendo todo o suporte necessário”, explica.

A casa está passando por reforma da estrutura e adequação para atender os pacientes a partir do dia 20 de julho. O custo total do projeto é de R$ 3,5 milhões, que serão subsidiados pelo Itaú Unibanco, assim como todas as equipes que irão trabalhar no novo espaço. O acordo de cooperação tem validade de três meses, podendo ser prorrogado. O Instituto Renascer será responsável pela gestão da casa.

“Já temos uma parceria importante da Prefeitura de Porto Alegre com os residenciais terapêuticos, e agora vamos administrar o CAIS e dar o atendimento e apoio aos que precisam neste momento”, afirma Thiago Franklin Flores, presidente do Instituto Renascer.

O prefeito agradeceu o empenho de todos os envolvidos no projeto. “Esta escola, aqui neste local agradável, com bastante espaço, área verde e uma pracinha, vai ser transformada na extensão da casa das pessoas durante o período de contaminação e depois ficará de benfeitoria para a capital gaúcha”, ressalta.

Critérios para atendimento no CAIS:

Teste RT-PCR for positivo;
– Não ter possibilidade de isolamento adequado em casa;
– Ser encaminhado por um profissional de saúde;
– Residir com pessoas do grupo de risco ou com idosos com mais de 60 anos;
– Residir com pessoas com comorbidades: HIV, tuberculose, gestantes e lactentes, pessoas com câncer, DPOC, obesos, cardiopatas, diabéticos, hipertensos, com insuficiência renal grave ou outras doenças relacionadas à imunossupressão.

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