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Política Cármen Lúcia dá prazo de 15 dias para o senador Sérgio Moro explicar falas contra o ministro do Supremo Gilmar Mendes

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Senador fez críticas contundentes ao destino da operação e afirmou que "não tem um corrupto preso no Brasil" hoje. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo de 15 dias para que o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) apresente defesa sobre uma denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

No mês passado, a PGR acionou a Corte contra Moro pelo crime de calúnia, após declaração do senador sobre o ministro Gilmar Mendes. Em um evento social, Moro falou em “comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”.

O despacho da ministra, relatora do caso, segue o que determina as regras de tramitação sobre ações penais no âmbito do tribunal.

“Determino à Secretaria Judiciária notificar, pessoalmente, o denunciado, senador da República Sérgio Fernando Moro, para, querendo, oferecer resposta no prazo máximo de quinze dias. O mandado de notificação deverá ser instruído com cópias deste despacho, da denúncia e dos documentos que a instruem”, escreveu.

“Superado o prazo legal com ou sem resposta do denunciado, manifeste-se a Procuradoria-Geral da República. Na sequência, retornem-me os autos imediatamente conclusos”, completou.

Denúncia

A acusação formal contra Moro foi apresentada no mês passado. Na denúncia, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, pede a condenação de Moro citando como agravantes que o suposto crime ocorreu contra funcionário público, na presença de várias pessoas e contra pessoa com mais de 60 anos.

Se a Justiça concordar com o Ministério Público, Moro pode até ser preso após eventual processo.

Lindôra também pede uma eventual perda do mandato caso a pena seja de prisão em prazo superior a quatro anos.

A manifestação do Ministério Público foi feita após o ministro acionar a PGR no dia 14 de abril contra o senador. Na representação, o advogado de Mendes, Rodrigo Mudrovitsch, faz menção a uma reportagem da revista Veja.

A revista publicou um vídeo em que o senador, em um evento social, respondeu a uma fala que menciona um possível “suborno” a alguém. Moro diz: “Não, isso é fiança… instituto… para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes.”

Em nota na ocasião, Moro disse que foram usados fragmentos do vídeo que foram editados. E que não fez qualquer acusação contra Mendes.

“Os fragmentos do vídeo editado e divulgado por terceiros não revelam qualquer acusação contra o ministro Gilmar Mendes. O senador Sergio Moro sempre se pronunciou de forma respeitosa em relação ao Supremo Tribunal Federal e seus ministros, mesmo quando provocado ou contrariado. Jamais agiu com intenção de ofender ninguém e repudia a denúncia apresentada de forma açodada pela PGR, sem base e sem sequer ouvir previamente o senador”, afirma a nota de Moro.

Para a PGR, “ao atribuir falsamente a prática do crime de corrupção passiva ao Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, o denunciando Sergio Fernando Moro agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva do ofendido, tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado da mais alta Corte do país”.

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1 Comentário
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Wilson Rodrigues Luz Rodrigues
3 de maio de 2023 02:30

Esse ex-juiz Sergio Fernandes Moro, tem que ser punido exemplamente. O camarada com inveja do Ministro GILMAR MENDES, em uma festinha, ac redito que cheio de bebida alcóolica , caluniou o Ministro do Superior Tribunal Federal. Disse ao povo na festinha, que o Ministro Gilmar Mendes vendia Habeas Corpus. Com essa calúnia ofendeu e matou moralmente o Ministro Gilmar Mendes e por tabela ofendeu moralmente todos os Ministros do Superior Tribunal Federal. No nosso entendimento o ex-juiz Sergio Fernandes Moro, tem que ser julgado e condenado, pois, como ex-juiz, ele sabia da gravidade da calúnia. O nosso religioso Cardeal Dom… Leia mais »

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