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Brasil A presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, disse que Justiça é “impessoal” e que ritos do Judiciário “devem ser respeitados”

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"Pelo exposto, acolhendo o parecer da procuradora-geral da República, determino o arquivamento desta petição", decidiu Cármen Lúcia. (Foto: Carlos Moura/STF)

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, afirmou em nota neste domingo (8) que a Justiça é “impessoal” e que os ritos do Poder Judiciário devem ser “respeitados”.

A nota foi divulgada em meio à polêmica causada pela decisão do desembargador federal plantonista do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), Rogério Favreto, que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sem citar o petista, Cármen Lúcia diz que a democracia brasileira é “segura” e que os órgãos judiciários competentes de cada região devem “atuar para garantir que a resposta judicial seja oferecida com rapidez e sem quebra da hierarquia”.

“A Justiça é impessoal, sendo garantida a todos os brasileiros a segurança jurídica, direito de todos. O Poder Judiciário tem ritos e recursos próprios, que devem ser respeitados. A democracia brasileira é segura e os órgãos judiciários competentes de cada região devem atuar para garantir que a resposta judicial seja oferecida com rapidez e sem quebra da hierarquia, mas com rigor absoluto no cumprimento das normas vigentes”, diz a nota da presidente do Supremo.

Na manhã deste domingo, Rogério Favreto decidiu conceder liberdade a Lula sob argumento de que a manutenção da prisão fere o direito de liberdade de expressão do ex-presidente, uma vez que Lula é pré-candidato à Presidência da República. Para o desembargador, como a condenação ainda não transitou em julgado (ou seja, não foi confirmada pelos tribunais superiores), o petista estaria sendo prejudicado em seu direito de ir e vir e estaria tendo seus direitos políticos cassados, não podendo fazer atos de campanha.

Pouco depois, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, afirmou que o desembargador plantonista não tinha competência para mandar soltar Lula. De acordo com Moro, caso a decisão de Favreto fosse cumprida, estaria se descumprindo a ordem de prisão da 8ª Turma do TRF-4, que determinou a execução da pena de Lula.

 

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