Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de janeiro de 2016
A passagem de milhares de turistas por capitais com tradicionais carnavais de rua em Estados com alto número de casos de bebês nascidos com microcefalia e suspeita de ligação com o zika vírus pode representar um “coquetel explosivo” e ajudar a espalhar ainda mais a doença pelo País, alertou a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
Até o momento há 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika vírus em 21 Estados.
Para os especialistas, o carnaval reúne fatores de risco preocupantes para o aumento da transmissão do zika, em um momento em que a epidemia ainda se encontra em curva de ascensão no Brasil.
O “coquetel explosivo” do carnaval inclui, segundo os infectologistas, as grandes aglomerações de pessoas, em geral com poucas roupas e mais vulneráveis às picadas do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika), possibilidade de chuvas, maior quantidade de lixo nas ruas e, por consequência, mais chance de potenciais criadouros do mosquito.
Isso se soma ao maior número de relações sexuais sem proteção e risco de gestações indesejadas justamente nos locais de maior incidência do vírus relacionado à má formação fetal, dentre outras consequências ainda pouco conhecidas. (AG)
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