Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de fevereiro de 2016
A Argentina é, historicamente, o principal destino das exportações brasileiras de veículos. É por isso que a gestão do presidente argentino Mauricio Macri tem sido acompanhada de perto pelas montadoras brasileiras. A política econômica do novo mandatário, contudo, tem priorizado a adoção de um ajuste fiscal, o que deverá apertar a renda dos argentinos em um primeiro momento de seu mandato.
Além disso, o fim do controle cambial adotado na era Kirchner, uma das primeiras ações do presidente, resultou em desvalorização do peso em relação ao real. Com isso, deixou mais cara a importação de carros brasileiros, mais um fator que deverá segurar a demanda.
Como consequência, avaliou o economista Rodrigo Baggi, da consultoria Tendências, a Argentina deverá, a curto prazo, perder participação nas exportações brasileiras, abrindo espaço para outros parceiros sul-americanos. “O ajuste e a depreciação cambial de Macri vão nesse sentido.”
Outros Parceiros
Os outros parceiros a que se refere Baggi são, principalmente, Colômbia e México. Com o governo colombiano, o Brasil assinou em outubro acordo que zera as tarifas de importação para veículos de passeio e comerciais leves por oito anos, começando em 2016. E o México, impulsionado pela recuperação econômica dos Estados Unidos, também deve aumentar seu apetite por carros brasileiros.
Com isso, ele acredita que a Argentina deve diminuir sua participação nas vendas brasileiras em 2016 e 2017 e, a longo prazo, ter estabilidade na casa dos 60% do total (média de 2008-2010). (AE)
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