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Mundo Carros a gasolina da Volkswagen também têm dados sob suspeita

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Empresa informou que medida pretende adequar processo produtivo (Foto: Divulgação)

Em um segundo capítulo do escândalo de emissões de poluentes, que começou com motores a diesel, a Volkswagen informou que 4 motores a gasolina têm dados sob suspeita. Nesse caso, é o nível de dióxido de carbono (CO2) que está sendo questionado e a investigação envolve também propulsores a diesel.

A montadora já havia informado que 800 mil unidades estavam sob suspeita; nesta sexta-feira (13), ela detalhou que 430 mil são ano 2016 e listou marcas, modelos e motores envolvidos.

O caso da fraude de emissões começou em setembro passado, com a denúncia da agência ambiental norte-americana (EPA) de que a Volkswagen usava, em propulsores a diesel, um programa de computador que reduzia a emissão de óxido nitrogênio (NOx) apenas quando percebia que o carro estava passando por uma inspeção. Em condições normais de rodagem, esses modelos emitiam mais NOx do que o declarado.

Na época, a Volkswagen admitiu que esse software foi usado em 11 milhões de veículos equipados com motor EA 189, que é 2.0 litros. Entre eles, estão modelos como o Golf e o Jetta. No Brasil, onde é proibida a venda de carros de passeio com motor a diesel, a montadora disse que apenas a picape Amarok, anos 2011 e 2012 (lote parcial), está envolvida. Por causa disso, o Ibama multou a empresa em 50 milhões de reais.

Nesta sexta, a montadora divulgou a lista dos modelos 2016 afetados nessa nova nvestigação e relacionou mais 3 motores a gasolina: o 1.0 de 3 cilindros TSI de Polo, Seat Ibiza e Leon, o 1.8 de 4 cilindros TFSI do Seat Leon SC e da Sport Tourer. E o 2.0 TFSI de Volkswagen Golf e Passat, também de 4 cilindros. Além deles, são citados motores a diesel de carros como Audi A1, Volkswagen Tiguan e Passat.

O nível de CO2 real desses modelos ano 2016 não foi divulgado. A Volkswagen informa que ele será determinado junto com autoridades locais. E que o site de cada país ou região atendidos pela marca vai divulgar novas informações sobre o caso nas próximas semanas e disponibilizará a consulta por número do chassi. (AG) 

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