Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de setembro de 2021
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e os 19 clubes da Série A decidiram nesta quarta-feira (8), em Conselho Técnico, que o público no Brasileiro só será liberado quando todos os times puderem usufruir do benefício. Com isso, o movimento será o de contestar no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) a liminar que permite ao Flamengo ter torcida se a autoridade municipal permitir.
O Flamengo comunicou mais cedo que rejeitou o convite da CBF para participar da reunião sobre o retorno de público aos estádios alegando que tal assunto não é de competência da entidade ou dos clubes. Caso o clube mantenha a posição, a ameaça dos demais é paralisar o campeonato.
Um novo encontro será realizado no dia 28 de setembro para deliberar sobre o retorno. A volta do público em jogos da Copa do Brasil será abordada em outra reunião. A previsão da CBF era ter torcida nas quartas de final da Copa do Brasil, mas não houve possibilidade de isonomia entre as cidades onde aconteceriam os jogos.
Existe a expectativa de a Confederação Brasileira de Futebol emitir nota oficial sobre o saldo do Conselho Técnico.
No Rio, a prefeitura carioca liberou a presença parcial de público no Maracanã para os jogos a partir do dia 15 de setembro. E contemplou o pedido do Flamengo, que queria viabilizar o estádio para os jogos da Copa do Brasil e da Libertadores este mês. Entre eles, está o jogo com o Grêmio pelo Brasileiro, no dia 19, que teria 40% do estádio aberto ao público.
Apesar de ser à favor do retorno da torcida às arquibancadas, o rubro-negro sustenta a posição de que o assunto compete exclusivamente às autoridades governamentais locais.
Decisão contestada
O vice-presidente geral e jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee, criticou a decisão da CBF. Para o dirigente, a competência para decidir sobre esse tema da volta de público é das autoridades sanitárias de casa cidade. O clube tem uma decisão favorável do STJD para poder atuar com a presença de torcedores, de acordo com as regras permitidas pelas autoridades.
“O poder público que está preparado para dizer se pode ter público. Os clubes precisam sobreviver. Eu fico surpreso que a Confederação Brasileira de Futebol esteja trabalhando contra isso. O Flamengo quer fazer esses jogos porque tem uma atividade econômica exercida. Já estamos jogando na Libertadores, e agora que o prefeito o Rio liberou, queremos fazer esses jogos. Tivemos prejuízos, tivemos que vender o Gerson. Não é normal que o Flamengo aceite passivamente. Aproveitando um precedente do Cruzeiro, fizemos um pedido parecido e o presidente do STJD disse que esse é um tema de regulamento sanitário. O Flamengo, por uma questão de coerência, não foi na reunião porque entende que a CBF não tem competência para tratar”, disse disse Rodrigo Dunshee.
Dunshee disse achar errada a tentativa de derrubar a decisão que favorece o Flamengo com o argumento de desequilíbrio técnico. Ele lembrou que não houve apoio ao clube quando teve cinco atletas convocados e pediu a paralisação do campeonato.
“Estamos jogando dentro da regra. O STJD nos deu uma decisão favorável. Se mudar, vamos cumprir. É direito dos clubes tentarem Do ponto de vista ético, acho errado deles, porque é uma coisa que deveria interessar a todos os clubes e seleções. Ficamos sem cinco jogadores, pedimos suspensão do campeonato e não teve um clube para ajudar o Flamengo. Na hora que o Flamengo quer se aproximar de sua torcida dizem que desequilibra o campeonato. Não dá para ter cada hora uma posição. Ficar sem 5 jogadores é pior do que ficar sem torcida.”
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