Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2018
O Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado neste 1º de dezembro, é uma data importante para a população se conscientizar sobre a doença, que afeta o sistema imunológico devido à infecção pelo vírus HIV. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 35 milhões de pessoas já perderam a vida por causa da doença. No ano passado, foram quase 1 milhão de mortes relacionadas ao HIV em todo o mundo.
De acordo com o Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2017, divulgado pelo Ministério da Saúde, entre os anos de 1980 e 2017, foram identificados 882 mil casos de Aids no Brasil. Já a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) informou que 500 mil pessoas têm o vírus HIV na América Latina e Caribe, mas não sabem.
Segundo a OPAS, ao todo, 2,1 milhões de pessoas vivem com o HIV na região, sendo que apenas 1,6 milhão sabe que é portador do vírus. Neste ano, o slogan da campanha do Dia Mundial de Combate à Aids é “Know your status” (“Saiba seu status”, em tradução livre).
O programa das Nações Unidas de Combate à Aids (Unaids), vem promovendo campanha com foco na ampliação do teste para diagnosticar a infecção pelo vírus HIV. Em todo o mundo, mais de 9,4 milhões de pessoas, conforme relatório divulgado pela entidade, não sabiam que estavam infectadas pelo vírus e necessitam de acesso urgente ao teste e serviços de tratamento, segundos levantamento feito pela
O documento da Unaids, Conhecimento é Poder, revela que 37 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, o maior número registrado na história. O relatório apontou ainda que, em 2017, 75% das pessoas que vivem o HIV sabiam da carga viral e 58,6% delas (21,7 milhões) tiveram acesso à terapia antirretroviral.
Há três anos, o percentual de pessoas que sabiam da sua condição viral era de 67% e mais da metade (59%) dos diagnosticados estavam se tratando da doença. A agência da ONU ressalta que saber do status de infecção traz muitas vantagens, como o acesso aos serviços de tratamento, prevenção, cuidado e apoio
O teste para detectar é fundamental para proteger casais, evitar novas infecções e permitir que aquelas pessoas que foram diagnosticadas com o vírus iniciem rapidamente o tratamento que salva vidas.
Graças à disseminação dos exames e a um maior acesso ao tratamento, entre 2010 e 2017, as mortes relacionadas à Aids caíram 12% na América Latina e 23% no Caribe, conforme um comunicado da OPAS.
Apesar dos avanços, a taxa de novas infecções na América Latina se mantém em cerca de 100 mil por ano, com uma redução de apenas 1% desde 2010. O progresso no Caribe foi muito mais rápido, com diminuição de 18% nas novas infecções. Mesmo assim, em toda a região os grupos de maior risco continuam ficando fora dos serviços vitais de prevenção e acompanhamento.
“O Dia Mundial de Combate à Aids nos lembra que, apesar desses ganhos, uma em cada quatro pessoas com HIV na região ainda não conhece seu diagnóstico, não começou o tratamento e, portanto, corre maior risco de morrer prematuramente e infectar outras pessoas”, disse o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Opas, Marcos Espinal, em comunicado.
Conforme dados da instituição, 41% dos novos casos da América Latina e 23% dos novos casos do Caribe ocorrem com gays e homens que fazem sexo com homens. ProÚssionais do sexo e seus clientes, mulheres trans e pessoas que fazem uso de drogas injetáveis também estão entre os grupos de maior incidência da Aids.
“Precisamos abordar barreiras, como o estigma e a discriminação, que impedem que populações-chave tenham acesso aos testes e aos tratamento e consigam exercer plenamente o seu direito à saúde”, concluiu o diretor.
Conscientização
Em nova campanha publicitária, lançada nesta semana, o Ministério da Saúde brasileiro lembra as conquistas alcançadas desde que a data mundial de luta foi instituída pela ONU, em 1988.
A campanha nacional 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids – Uma Bandeira de Histórias e Conquistas destaca que a doença deixou de ser sinônimo de morte e que diagnóstico e tratamento evoluíram. Os efeitos colaterais dos tratamentos também foram reduzidos e surgiram novas formas de prevenção, além do uso da camisinha.
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